Nunca trabalhei com política, em qualquer instância, posição ou lugar. Tenho um gosto peculiar em acompanhar, mas trabalhar mesmo, engajada, com salário ou sem salário, nunca. Tenho minhas opiniões que me colocam na situação ou oposição, mas nada que me posicione no jogo político. A minha posição é de cidadã. E cidadãos pouco têm a ver com o jogo político. O jogo, a brincadeira, está nos palacetes. E o povo, os cidadãos, estão longe. Em SMI a ruína política é tanta que até mesmo o "palacete" municipal está sobre escoras.
Claro e óbvio que em uma cidade pequena a família é uma unidade tão representativa que engloba até mesmo posicionamentos políticos. Até 2012, nunca havia tornado pública minha opinião política. No entanto, o meu posicionamento só "poderia" ter duas opções: ou era uma alienada que não sabia (ou não me interessava) por nada disso ou era herdeira do Paludo até em seus posicionamentos.
Tenho minhas concordâncias com os posicionamentos que meu pai defendia. Também tenho minhas discordâncias que por horas e horas discuti com ele. Mas um assunto em que concordávamos absolutamente: perseguição política é um mal que deve ser combatido. Tema que remonta a história política brasileira, a perseguição deveria ter se findado com a Constituição Federal de 1988. Porém, sabemos que essa não é a realidade.