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9 de abr. de 2013

Gastos com diárias, um pouco de transparência à vista

Há poucos dias descobri o site da Câmara Municipal de Vereadores de SMI (está aqui). 
Ao procurar em editais do município dois contratos que o Paulo Prestes comentou ontem no grupo São Miguel do Iguaçu no Facebook, li algo muito, muito, muito interessante.
Ano passado a cidade estava em polvorosa: "descobriram" que os gastos com diárias era exorbitante (só ano passado?). Ontem, lendo o edital nº 426 de 21/02/2013 do município, vi a Lei nº 2.413/2013 que dispõe sobre... diárias dos vereadores e servidores da Câmara!
Quem ficou indignado com os gastos divulgados ano passado, de acordo com a Lei poderá acompanhar mensalmente esses valores! Adorei!
E o que diz essa Lei?
Primeiro explica quais as hipóteses para o pagamento de diárias. Depois discorre sobre a parte burocrática da coisa: requerimento aqui, formulário lá; responsável pela aprovação (presidente da Casa);  prestação de contas; etc. O texto não é grande, dá para ir lá e ler sem problema (está aqui, não tem nada no site da Câmara, só no edital mesmo, ao menos não achei).
Aí chegou na parte que eu gostei: 

CAPÍTULO III
Da transparência
Art. 10 O Poder Legislativo Municipal publicará mensalmente, a relação de diárias utilizadas por Vereadores e Servidores.
Parágrafo Único. A publicação a que se refere o caput deste artigo se dará no site oficial da Câmara Municipal, até o último dia do mês subsequente ao de utilização das diárias, e deverá estar atualizada, contendo, no mínimo, as seguintes informações:
I - Nome do requerente;
II - Cargo Ocupado;
III - Itinerário da viagem;
IV - Data prevista para saída e retorno;
V - Valor das diárias concedidas;
VI - Justificativa da viagem;

Opa! Agora não será preciso esperar a soma chegar no absurdo para saber! E é muito mais fácil de acompanhar do que ler editais!
Só tem um problema: o conteúdo no site. Até acredito que em 4 meses pode não ter ocorrido nenhum pagamento de diária. Mas de janeiro até hoje não houve nenhum gasto na Câmara? Não houve nenhum projeto de lei? Não houve aprovação de lei? E essa aqui sobre a qual estou escrevendo? No site tudo isso está marcado com 0. Só estão marcados as indicações por vereador. 
A existência dessa lei já é um grande avanço, agora é esperar e fiscalizar se será cumprida. Tomara que seja e a transparência ocorra. Fiquei realmente contente ao ver o site, embora não tenha encontrado muito conteúdo.
Ah! Nessa lei também já são estabelecidos os valores das diárias que os vereadores e servidores receberão, além do pagamento dos custos como transporte, alimentação, hospedagem, etc. Essa é a parte que eles receberão só por fazer a viagem:
R$449,00 para viagens dentro do Paraná;
R$578,00 para viagens a outros Estados ou internacionais;
R$274,00 para viagens na micro região (cidades localizadas até 200 km de SMI).

Esclarecimentos:
*Meu objetivo não é ofender ninguém. Inclusive, esse texto é, antes de tudo, uma felicitação pelo avanço na comunicação da Câmara de Vereadores de SMI.
*Naveguei no site em questão nos dias 07 e 08/04.
*Continuo sem qualquer vínculo político-partidário. Só escrevo o que penso sobre qualquer assunto.
*Para não restar dúvidas, os links são:
- Para ver a lei, precisa acessar o edital 426 do município aqui.
- Para conhecer o site da Câmara Municipal, clique aqui.

SMI e a dengue: prevenção ou remédio?

Ontem, com a publicação do Paulo Prestes no grupo São Miguel do Iguaçu, no Facebook, sobre duas contratações da Prefeitura de SMI esse ano, minha curiosidade ficou aguçada. Um desses é o contrato da empresa de comunicação Salla de Comunicação, em caráter de urgência, para realizar campanha de combate à dengue no valor de R$ 60.080,00 com duração de 60 dias. O edital onde li o extrato do contrato está aqui.
Penso que a comunicação pode fazer enorme diferença no combate à dengue. O que chamou a minha atenção é que esse contrato foi firmado no dia 27 de fevereiro de 2013. Se considerarmos a "urgência" descrita no extrato do contrato, digamos que a empresa já tinha o planejamento e material prontinhos para veicular, que a campanha foi "às ruas" efetivamente a partir do primeiro dia de março (dois dias após a contratação). Assim, 60 dias = Março e abril
Fui procurar sobre os casos de dengue em SMI. Achei muito interessante a informação de que a Secretaria de Saúde do Estado divulgou, em 24 de SETEMBRO de 2012, uma lista das cidades com o maior risco de epidemia de dengue e SMI estava incluída. A informação está aqui
Sabendo desde setembro de 2012 que havia o risco de epidemia, a contratação da empresa ocorreu ao fim de fevereiro. Tudo bem, houve troca de governo. Assim, o atual governo precisou de 58 dias, dois meses, para calcular o risco, ver a lista ou organizar o contrato com "urgência"? Enquanto isso, em 20 de janeiro desse ano, o índice de infestação no município era 10 vezes maior que o tolerável.

25 de nov. de 2012

Quarentena de trabalho

Quarenta dias de bastante trabalho (ainda bem!) e nada de internet na vida pessoal. Abandonei o blog, o Facebook e tudo mais. Tudo isso justificado nos projetos que me envolvi. Fui vencendo o deadline de cada um - ainda resta um último trabalho, não menos importante, para esse ano - hoje posso retomar um pouco do meu uso da internet para proveito pessoal. 
Desses dias que me mantive afastada não sobrou tempo nem para sentir saudades. Trabalhei 12, 14, até 16 horas em um dia. É desgastante? Sem dúvidas. Mas ao colocar na balança, acho que vale a pena. Dessa vez um dos projetos foi um novo desafio: 3D. Desde abril venho estudando a modelagem, os materiais, as texturas, a iluminação e outros aspectos de um projeto 3D. Porém, quando o projeto (o objetivo) está declarado, quando o caminho começa a ser trilhado, quando existe um prazo para finalização, novos problemas e dificuldades surgem. Em 3D ou em qualquer outro projeto na vida. É preciso se adaptar, mudar a estratégia, pegar atalhos, só não pode perder o objetivo.

24 de set. de 2012

SMS em massa: é legal?

Hoje fiquei sabendo de mais uma estratégia de marketing na campanha eleitoral em SMI: envio de SMS em massa. Há tantos pontos nessa questão que acredito em um debate sobre o assunto. Aqui vou apontar apenas algumas coisas que penso sobre o assunto. 
Primeiro de tudo: eu, Monique Paludo, detesto SMS em massa. Incomoda. O dia que recebi um SMS avisando que a Anatel tinha mandado perguntarem se os clientes queriam receber os SMS promocionais das operadoras foi uma alegria. 
Eu não gosto da ideia do SMS em massa para qualquer tipo de marketing. Nem para o consumidor, nem para o eleitor. Esse ano participei de uma reunião política aqui em Guarapuava e pediram que fizesse um cadastro com o nome, telefone celular e e-mail. Já me arrependi de ter ido. Mas, para a minha grata surpresa, uns 20 dias depois me ligaram e perguntaram se eu gostaria de receber e-mails e SMS da campanha. Eu respondi não. A moça agradeceu e disse que eu não receberia nada. Realmente não recebi. Ufa!
Em São Miguel não ocorreu bem assim. A Samantha Matos, eleitora de SMI, conta que não foi a reunião da coligação de onde recebeu o SMS, não forneceu seu número e tão pouco autorizou que usassem. E, mesmo assim, seu número estava entre os que receberam a mensagem:
"POLITA: Meus amigos! Agora eu apoio Dilmar Mafalda para prefeito e professora Roseli para vice. No dia 07 de outubro vote 11!"
Não critico a campanha, mas não achei bacana o modo de chegar até os eleitores. E pelo que a Samantha e outros usuários contaram, a lista de quem não gostou é grande.
Para enviar SMS em massa não faltam empresas oferecendo o serviço. Busca no Google para você mesmo ver quantas empresas existem e o quanto o preço é, relativamente, baixo.
A minha preocupação é: onde conseguiram esses números? Não existe uma lista telefônica de números de celular, não autorizada pelo menos. E aí? Onde conseguiram o número da Samantha? Ela afirma que não autorizou a divulgação do número dela para ninguém. E comentou também que os números que receberam essa mensagem não foram limitados a uma única operadora. Samantha, sua mãe e seu namorado têm celulares de operadoras diferentes e todos receberam a mesma mensagem.
Hoje é difícil preencher um cadastro sem que peçam o número de celular e e-mail. Mas para usar as informações obtidas é preciso que sejam autorizados. E aí? A Samantha diz que não autorizou ninguém a repassar o número do celular dela para a coligação, candidato ou partido político. Como eles tiveram acesso? 

2 de set. de 2012

Culpado ou acusado?

Um tempo atrás tive um debate muito interessante com a Ju a respeito do fim da Lei de Imprensa. Sou favorável ao fim da tal lei. Concordo que ela estava ultrapassada, que era da época da Ditadura e que era incoerente com a ideia da Constituição Federal de 1988. E o nosso debate nem entrou nesse ponto. Apenas olhamos para a ADPF 130 e os seus efeitos.
No debate, chegamos na questão: e agora, sem essa lei, como o mundo jurídico está olhando para as questões que antes eram arbitradas pela Lei de Imprensa? Lembro que em certo momento, usei informações dessa notícia aqui. No texto da assessoria de imprensa do Supremo Tribunal de Justiça (STJ) há uma explicação do modo que o Tribunal está se posicionando frente aos recursos que ainda têm a Lei de Imprensa como tema.

27 de ago. de 2012

Jornalistas: com ou sem diploma?

Desde 2009 o jornalista não é mais obrigado a ter formação superior. Decisão do Supremo Tribunal Federal (STF). Li vários textos defendendo a obrigatoriedade, outros contrários. Entendo boa parte dos argumentos. Com alguns concordo, com outros não. Sou favorável à obrigatoriedade do diploma. Penso assim não por ter ingressado na faculdade, mas admito que isso completa a minha opinião sobre o caso.
O jornalismo é importante demais para ficar apenas com os formados, dizem alguns críticos da obrigatoriedade do diploma. Esse é o ponto mais forte para me convencer exatamente do contrário. O ofício do jornalista tem altíssima carga de responsabilidade social. Não acredito que apenas no curso superior sejamos capazes de aprender e refletir sobre isso. Porém, acredito que as chances são razoavelmente maiores. É no curso superior que, invariavelmente, temos a disciplina de Deontologia e Ética do Jornalismo. Além dessa, outras que relacionam o jornalismo e a sociedade, filosofia, economia, teorias da comunicação e por muitas outras áreas que são, para mim, elementos para o jornalista entender a complexidade e a relevância de sua profissão no ambiente social.
Claro que não é impossível que se tenha essa reflexão fora do ambiente acadêmico. Por exemplo, qualquer jornalista brasileiro, formado ou não no curso superior, tem a obrigação de ler, entender e praticar o Código de Ética dos Jornalistas Brasileiros.
Tem também outro lado: a qualidade do ensino nas faculdades de jornalismo é questionável? Sim. É certo e óbvio que os profissionais com ensino superior conhecem e aplicam as regras éticas da profissão? Não.
Mas desobrigar que o profissional passe por discussões e avaliações a respeito de ética, responsabilidade e sociedade melhora a qualidade dos profissionais?
Desde 2009 não é mais obrigatório ter faculdade em jornalismo para ser jornalista. De que modo isso melhorou a qualidade do jornalismo? De que modo isso melhorou a consciência da classe - visto na aplicação prática dos profissionais - de suas competências e deveres sociais?
Outra questão ainda nesse ínterim me toma o pensamento: exercer o jornalismo é apenas a reprodução sistemática de técnicas? Afora o debate sobre a ética e a responsabilidade do profissional, pergunto a respeito do conteúdo. E, nesse sentido, acredito que as faculdade de jornalismo são - ainda e também - carentes.
Já pensava a esse respeito, mas um debate na aula de Pesquisa em Comunicação, ano passado, fez aumentar a incidência desse pensamento. E foi para isso que me serviu cada uma das disciplinas que cursei: direcionei as minhas atenções relativamente pouco para as técnicas e muito para os debates, para as reflexões.
No início desse mês o Senado aprovou a proposta de Emenda Constitucional (PEC) 33/2009 que exige o diploma no curso de jornalismo para o exercício profissional do jornalista. A PEC ainda deverá ser apreciada pela Câmara dos Deputados. Se houver alguma modificação no texto deverá voltar para nova apreciação do Senado.
Lembro bem, como se fosse ainda ontem. Em 2009, pouco depois da decisão do STF, o dono de um jornal veio contente contar que seria jornalista. O que a desobrigação do diploma mudou na realidade daquele jornal e da população que se informa por ele? Tirou o encargo do dono do veículo de pagar um jornalista para "assinar" o jornal. Já o era o dono que fazia, agora ele poderia fazer e assinar.
Eu tenho minhas esperanças que a PEC será aprovada. Entretanto, o choque da realidade com o que aprendi nos livros e debates acadêmicos ainda me faz refletir. O que a aprovação pode mudar, de fato, no jornalismo? Pelo menos no interior, não acredito que muito. As barbaridades, as infrações éticas já saltavam aos olhos antes de 2009. E a situação permanece inalterada depois de 2009. Jornalistas que não consideram o Código de Ética já existiam antes e continuam existindo. "Jornalistas" que desinformam mais do que informam não faltavam e ainda não faltam.
O que será feito para que haja um controle efetivo do cumprimento de regras éticas salutares do jornalismo?
Por onde anda o Sindijor e a Fenaj? Com os olhos tapados para os pequenos e médios jornais? 

25 de ago. de 2012

Em SMI, nada interfere na qualidade

Ontem li a notícia no site do jornal O Farol: "São Miguel do Iguaçu obtém nota abaixo do último IDEB realizado". A notícia é de imensa importância. O Ideb é um índice que avalia a qualidade do ensino das escolas. Educação é importante e a sua qualidade também. Não estou aqui avaliando a eficácia do Ideb como índice, nem suas métricas. Mas se ele existe, deve ter alguma utilidade.
Depois de clicar na notícia, chegou a realidade. Já nas primeiras frases do texto aparece a defesa: "A nota baixou em uma pequena porcentagem, o que não interfere na qualidade de ensino da educação de São Miguel do Iguaçu. Em relação ao IDEB de 2009, onde o município atingiu o índice de 5,7, observou-se uma pequena redução no índice de 2011, onde a média foi de 5,3".
Percebo que a palavra "pequena" é usada duas vezes para caracterizar a porcentagem que baixou da nota de São Miguel do Iguaçu. Não houve nem tempo para eu saber a tal da nota e já tem defesa amenizando o resultado. Adjetivar, nesse caso, não é atribuir juízo de valor?
Qual era o fato? A nota de 5,3 de SMI no Ideb. E o comparativo imediato, claro, é com a nota anterior. Mas antes de contar o que é o Ideb, quais as consequências para a educação baixar a nota no índice, antes de qualquer coisa, veio a defesa de que isso não interfere na qualidade da educação.
Como baixar a nota não interfere? De acordo com a notícia que está lá no site, "segundo a secretária de educação Margarida Pansera, esse resultado se deu pelo fato da implantação do ensino fundamental de nove anos". 
Li e entendi os argumentos da Secretária. Não concordo que não interfira na qualidade educacional.  E também questiono: por que em SMI a implantação da nona série afetou a média da nota enquanto a média do Estado do Paraná não foi afetada? E por que a média nacional também não baixou? Até onde sei todas as escolas passaram pela mesma implantação da nona série... Não entendo o motivo para não ter esse tipo de comparação na notícia!

19 de ago. de 2012

E ainda tem quem negue o óbvio ululante

Esclarecimentos prévios: esse texto não tem razões políticas, apesar de envolver política. A minha argumentação é direcionada na contraposição de algumas afirmações que o perfil do facebook "João da Silva" fez no grupo São Miguel do Iguaçu, na mesma rede social. Tratarei com a seriedade necessária, apesar de, em alguns momentos, essa história ter me causado riso.
1) Trecho de um comentário de "João da Silva": "É bom que fique claro, que essa decisão é sobre os "Bonequinhos", que foram usados pela Administração depois de terem sido usados na Campanha. Ou seja, não existe nada contra o seu Armando que desabone a sua conduta como homem público".
Esse foi um dos momentos em que precisei, realmente, encarar com seriedade e não partir para o riso. Acredito que enquanto jornalista, o João da Silva tenha lido as informações a respeito do tema antes de sair escrevendo por aí.

"O acesso à informação de relevante interesse público é um direito fundamental"

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Atualizado em 24/08/2012: eu havia escrito "Jornal Integração do Oeste" quando, em verdade, me referia ao "Jornal Integração do Paraná". O texto foi corrigido.
Atualizado em 19/08/2012: para minha grata surpresa, vi uma publicação no grupo São Miguel do Iguaçu no Facebook de um jornal sobre a notícia. No blog do jornal "O Momento" tem a notícia: "Recurso Negado no TSE". O texto indica como fonte o jornal "O Presente".
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O meu blog é sobre o que estou pensando (como dá para saber na descrição aqui). Entre muitas coisas que pensei nos últimos dias, a minha preocupação com a responsabilidade e o compromisso do jornalista é insistente. Claro que não esqueci do ficha limpa e nem da candidatura indeferida do Polita. Estou aguardando os trâmites judiciais. Por mais que a justiça eleitoral (ainda mais nessa época) tenha mais agilidade, ainda é algo burocrático e demorado.
Ontem baixei o acórdão 43145 do TRE-PR que mantém o indeferimento da candidatura. Agora aguardo a publicação do acórdão dos embargos de declaração interpostos pela defesa do Polita. O que li na ementa é que foi rejeitado, mas vou esperar a publicação do acórdão para escrever mais sobre o assunto.
No meio de tudo isso surgiu a minha preocupação com o jornalismo. Procurando informações sobre o indeferimento da candidatura do Polita na internet consegui poucos resultados e com informações superficiais.

17 de ago. de 2012

É preciso responsabilidade ao usar o megafone



Li o texto de uma coluna em um jornal online que me deixou pensativa. O autor alterna entre três argumentos para justificar uma atitude da pessoa que era o personagem do texto:  insanidade mental, ignorância e/ou ganância. E, ainda, lhe atribuiu a pecha de traidor. O nome do personagem não foi citado, mas as pistas fornecidas pelo autor facilitavam que o público entendesse de quem se tratava.
A primeira coisa que me causou estranheza no texto foi o autor - jornalista - não se preocupar em  logo esclarecer que não há qualquer prova que o personagem de fato tenha tomado tal atitude. Isso foi citado apenas ligeiramente quase ao final do texto. Jornalistas sabem - ou deveriam saber - a responsabilidade que têm e o compromisso de informar, ao menos, com amparo na correção e provas de suas afirmações. Já no primeiro ano de faculdade começamos a ler e estudar esses assuntos.

20 de jun. de 2011

Programa de domingo

Pára tudo. Eu não acredito que não dá para ganhar naqueles jogos de parque/rua/festa junina (a não ser naquelas de colégio)! Sempre achei que eu era azarada... Fala sério!
Penso que, volte-e-meia, o Fantástico passe algo interessante. Volte-e-meia. Já teve um tempo que eu não perdia o programa de jeito nenhum, mas hoje é difícil ficar na frente da tv ao domingo.
Voltei para a exclusividade da tv aberta. A vida financeira não anda muito boa e a tv a cabo foi a primeira a ser descartada. Com uma antena dessas normais de tv, aqui em casa só pega Globo e SBT. O que eu posso assistir no domingo?

18 de mai. de 2010

É possível sobreviver a ética à audiência?

Parte do trabalho da disciplina de Deontologia do Jornalismo
Já munidos de documentos que comprovavam a veracidade dos fatos que a reportagem abordava, documentos esses utilizados pelo Ministério Público em investigação posterior, a equipe de reportagem da Rede Paranaense de Comunicação utilizou uma câmera escondida para completar a reportagem “Diários Secretos”. A função do jornalista como vigilante, sua responsabilidade e função social estavam, certamente, efetuadas e o resultado em favor da sociedade era satisfatório. Entretanto o impacto que a imagem pode causar e as sensações dos telespectadores frente às gravações feitas à partir de uma câmera escondida são contundentes, muito embora para o o jornalismo investigativo que se propunha torna-se desnecessária.

10 de nov. de 2009

As reviravoltas da novela sustentam o ibope

Ontem escrevi um texto e não deu tempo de postar e como no jornalismo tudo é imediato e muda a cada minuto, o texto ficou "atrasado". A mídia vive de novelas, com personagens cada vez mais pitorescos, que são exploradas até o seu limite. É o caso da aluna da UNIBAN, o que escrevi a respeito foi sobre a expulsão, mas já ultrapassada, pois a decisão da universidade já foi revogada. Pudera, com a exposição negativa que tiveram...

8 de jul. de 2009

as pessoas morrem, mas os personagens ficam...

Michael Jackson morreu. Foi dada a notícia. Acabei de ler vários textos criticando ou elogiando a cobertura que a mídia fez da morte e funeral do Rei do Pop. Vai lá mais uma: por que a mídia precisa abusar tanto? A cena da filha de Jackson falando e chorando no funeral é usada indescriminadamente. E desnecessariamente. Algo que chega a justificar uma das atitudes esquisitas do cantor, esconder o rosto dos filhos. Acho que se eu fosse famosa como ele, que tivesse a vida sempre devastada e publicado cada passo meu nos tablóides, fizesse o mesmo.

18 de set. de 2008

SOU UMA MULHER SEM REVISTA

Fui em duas bancas procurar revistas (não tem muitas mais por aqui...): Eu preciso de uma amiga. Lembra da realidade traumática que enfrentei com a Nova?
Comprei a TPM. Teve um grupo na minha sala que fez um trabalho sobre essa revista que inundou a minha vida de esperança!
Tola! Na próxima edição quero comprar só as folhas assinadas pela Nina Lemos. Ela é fantástica, brilhante. Escreve muito mesmo. E sobre coisas que interessam, sem dramalhões, sem mil exemplos de mulher-coragem, ela consegue chegar ao assunto!
Mas o resto... DESESPERO!

10 de set. de 2008

O pior é que é...

Quatro horas... a Eve sugeriu um tema interessante: o descaso da imprensa com as Para-olimpíadas. Estou cansada, com sono, com dor em tooodas as partes do corpo. Estava fazendo um pré-projeto com o Sami (companheiro para trabalhos como ninguém). Estudando e escrevendo sobre comunicação, seus efeitos e muitas outras coisas da área. Pooooo Eve, não dava para descasar?! Aí vem aquela vontade de escrever, mesmo sabendo que amanhã tem que acordar, estudar, escrever mais trabalhos, limpar a casa e continuar a vida.
Apesar de concordar com a indignação da Eve sobre o descaso com um evento tão interessante e com personagens surpreendentes, preciso aceitar que isso é totalmente plausível. Sim. Está totalmente de acordo com a nossa sociedade. Engano seu se pensa que isso é exclusividade do Brasil.

26 de ago. de 2008

17 de ago. de 2008

Cadê a minha revista?!?!?!

Esses dias eu li um exemplar da NOVA (julho/08). Que decepção! Sorte ou azar, eu não tinha guardado um dos bons tempos para relembrar.

O que era aquilo?

(eu fiz a mesma pergunta sobre o Mais Você, lembra?)

14 de ago. de 2008

E você, lembra do que?

Todos os dias a gente tem acesso a um número enorme de informações. Sei que isso é lugar-comum, mas parei nos últimos dias para pensar no que permanece comigo.
Para a prova de sociedade, estudei que a possibilidade que um jornal tem de elencar os temas que ficarão ou não na minha memória recente é, ou pode ser, existente, segundo a autora que eu não lembro o nome. Ela chamava o jornal de "Senhor da Memória", se eu não me engano.
O que eu me lembro da última semana?
- Da imagem de uma criança entrando numa máquina de bichos de pelúcia;
Não li nada sobre isso, só vi uma foto. Lembro que quando vi, logo pensei "quando crescer, essa criança vai morrer de vergonha disso".
- De algumas notícias sobre eleições;
Gosto muito de política, mas durante esse período eleitoral é melhor buscar outros assuntos pois o TRE, através de uma resolução impediu a circulação na internet de textos favoráveis ou contrários a qualquer candidato, partido ou coligação. Para não cometer erros, é melhor o silêncio.
- Da invasão de baratas no centro do Rio;
Incrível, mas lembro até dos detalhes dessa notícia.
- Do aumento da licença maternidade e paternidade;
- Do presidente Lula dizer que as novas reservas de óleo leve descobertas pela Petrobrás são do povo brasileiro;
Tá seguindo a idéia do companheiro Evo? Investir na educação é essencial. Mas vale lembrar que o Evo não conseguiu levar isso muito adiante.
- Conflitos entre Rússia e Georgia;
- E... das Olimpíadas!
Eu gosto de assistir. Acho legal. Mas já to cansando de abrir sites de notícias e ter que fuçar, fuçar para encontrar notícias de economia, política e até esportes que não sejam ligadas às Olimpíadas.
Agora, para saber de qualquer coisa, precisa entrar na seção específica ou se contentar com umas poucas chamadas de outros assuntos.
Acho que já estou tão exposta a esse turbilhão de informações sobre as Olimpíadas que a minha memória já está toda ocupada. Só isso poderia justificar os poucos assuntos que consegui lembrar.
Ou não. Lembra do "Senhor da Memória"? Isso tudo pode ser intencional?

Cupido por todos os lados

Depois de passar tarde, noite e madrugada fazendo um impiedoso trabalho (dois, na verdade) de arte e estética, deitei para assistir um pouco de TV.

O que é isso? A Ana Maria Braga não apresentava um programa de culinária, com seções semanais de artesanato, moda e outras variedades nesse sentido?