Há mais de uma semana venho pensando no Dia dos Pais. Tenho bons motivos para estar feliz hoje, especialmente porque é Dia do Pai do Vicente! Mas, novamente, não poderei colocar uma foto do almoço de domingo com a legenda "como é bom estar com ele, meu pai".
O que mais pensei nesses dias foi: se pudesse voltar no tempo, o que faria/falaria com ele sendo quem sou hoje?
Tenho a certeza que ele está sempre por perto de nós, como sempre foi. Assim, contar da minha alegria com o Vicente não faria sentido, ele já sabe. Do orgulho cada vez maior que sinto da minha mãe e da minha irmã? Ou dos desafios que enfrentei nos últimos tempos? Das vitórias ou derrotas que tive? Das dúvidas? - assuntos que insisto em "conversar" com ele ainda... Nada disso faria sentido, ele já sabe, ele já acompanha.
Dizer o quanto o amo? Penso que dizer que se ama não é suficiente, é preciso demonstrar (e sempre). Quando passei a não poder dizer ao meu pai, diretamente, o quanto lhe amava, não me preocupei de não ter dito isso na última vez que estive com ele. Essa não era uma frase necessária. O nosso amor está na nossa vida, no nosso relacionamento, na nossa história. Muito melhor do que ouvir, para mim, é se sentir amado.
Meu pai foi e é muito amado. Não precisava lhe dizer, precisava lhe fazer sentir. Do mesmo jeito que ele não precisava dizer. Ele precisava atender o telefone e ter o mesmo diálogo inicial de sempre:
- Pai, tá ocupado?
- Para você, nunca.
Sempre que penso na rotina cada dia mais estafante, mais acelerada, mais comprometida com o trabalho, lembro dele parando tudo e garantindo a mim atenção integral. Isso é muito mais do que dizer que ama, isso é fazer se sentir amada.
Não preciso que a minha mãe diga para mim que me ama todo dia. Preciso que ela publique uma foto do pé de acerola dizendo que está a minha espera. Isso é dez vezes mais do que ouvir "amo você".
Do mesmo modo que a cumplicidade que tenho com a Eve fala muito mais do que tal frase. Estou aqui para tudo e ela está lá do mesmo jeito.
Cheguei à conclusão que faria/falaria o quanto aprendi com essa família e, principalmente, quanto me senti e me sinto amada com as lembranças mais banais da nossa rotina. Diria para ele que a saudade não diminui, que a dor não se retrai, que a tristeza por não tê-lo na discagem rápida no meu telefone é enorme. Mas que aquilo que ele construiu com a mãe, a nossa família, fará com que ele viva para sempre conosco: no amor de todo dia.
9 de ago. de 2015
17 de mai. de 2015
Eu (ainda) me impressiono
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Monique Paludo
Ontem à noite discutíamos que a realidade nacional anda tão escabrosa que se fossemos nos impressionar com cada notícia absurda que sai no jornal, viveríamos impressionados.
Penso que isso é meio geral. Porém, tenho dificuldade nesse sentido: por mais que tenha consciência de que não devo me impressionar ou abalar, ainda sinto.
24 de out. de 2013
Já dizia o Capitão Nascimento, "o sistema é foda, parceiro"
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Monique Paludo
Ano passado escrevi sobre as minhas crenças na Justiça: ora em convicção de sua eficiência e eficácia em perseguir a justiça e ora no vale das incertezas. E também escrevi na mesma época sobre o tamanho do curso que é o rio chamado de Justiça. Há muitas e muitas águas rolando por muitas e muitas pontes.
Não faço serviço aqui de jornalismo. Quem deve informar de modo completo e objetivo o público de SMI são os jornalistas que se propõe e que se remuneram nessa atividade. Por vezes fiz isso - informei. Hoje não faço. Não faço porque no tempo que tive para procurar os documentos, não encontrei muita coisa. Recebi a notícia por um jornal que não faz bem o serviço (risadas). E, por absoluta falta de tempo para continuar procurando amanhã, resolvi escrever esse texto sem os links para os documentos judiciais. Tão logo tenha tempo - ou descubra um jornalista/jornal online que cumpra com o seu dever em SMI - coloco os links aqui.
Não vou escrever sobre o que levou ou não à decisão judicial que extiguiu a punibilidade do Polita. Só o que sei é do que havia sido julgado no Habeas Corpus - a suspensão de punibilidade se deu por que razão? Explicação do que li (coisa rápida): o TJ-PR havia colocado três vezes o mesmo agravante, aumentando a pena. Retirando os agravantes, o crime já prescreveu. Sim, a prescrição do crime tem a ver com a pena, pelo que entendi.
"Ah, então o Polita foi inocentado?". Não. O crime prescreveu. O estado não agiu dentro do tempo que tinha para fazê-lo. Isso não quer dizer que ele não cometeu aquele delito. Isso quer dizer que o sistema é lento. É isso mesmo que escrevi: com um sistema lento, a impunidade prevalece.
Volto para o meu vale de incertezas: até quando o Judiciário será lento que se extingua a punibilidade de alguém que cometeu um delito porque demorou tantos anos para terminar um processo?
*Remendo: reafirmo que não encontrei os documentos, escrevi sobre a extinção da punibilidade e sobre o que houve no HC.
*Remendo: reafirmo que não encontrei os documentos, escrevi sobre a extinção da punibilidade e sobre o que houve no HC.
11 de ago. de 2013
Um banho quente
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Monique Paludo
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Família
Há tempos não escrevo. Nem aqui e nem em qualquer lugar. Licença, um tempo sabático? Sei lá.
Meses atrás era por falta de tempo. Hoje tenho tempo, mas não tem surgido nenhuma vontade de escrever. Assim, simples. Escrever um texto é, para mim, algo bom. É, antes de tudo, um modo de conversar comigo mesma. Enquanto escrevo, penso e discuto comigo o assunto, o texto, a forma, o argumento, etc. É, entretanto, uma exposição: de argumentos, de pensamentos, de mim. Para dois ou três. Às vezes para ninguém. Ou, algumas vezes, para várias pessoas. Essa exposição é uma faca de dois gumes. Hora faz bem. Hora nem tanto. Às vezes é imperceptível, às vezes afugenta.
Todavia, não acredito que seja por receio ou por desgosto da exposição que a vontade de escrever sumiu. Talvez a falta de tempo tenha me habituado a ficar distante? Também não acredito nessa hipótese. Outra: não ando pensando muito. Essa é bem possível. Não, eu não deixei de ler o jornal e de pensar a respeito das notícias. Também não deixei de pensar sobre a vida cotidiana. Mas do exercício de pensar até a construção de argumentos para escrever há um longo percurso. E, provavelmente, foi nesse percurso que me perdi.
Hoje acordei e logo lembrei de um texto que escrevi no ano passado, no dia dos pais. Pensei depois que nesse meio ano que se passou foi o tempo que menos escrevi e, coincidência ou não, menos chorei a ausência do meu pai. Não deixei de senti-la, apenas não a expus, nem ao menos para mim. Foi aí que comecei a pensar sobre a exposição. Será que tenho ficado mais retraída? Acho que sim.
Esse tem sido um ano difícil. Complicado em tantos aspectos que prefiro usar "difícil" para não escrever "ruim". Foi nesse ano um dos períodos que mais precisei ligar para o meu pai e perguntar "e agora?". Não precisava que ele viesse me resgatar, resolver os meus problemas. Mas precisava, urgentemente, que ele dissesse que tudo ia ficar bem. Afinal, "tem o meu DNA". Precisava ouvir dele que esse é o mundo, que é assim que as coisas acontecem e que eu precisava aprender a lidar. Precisava ouvir algum conselho que desse uma direção, um norte, frente aos percalços ou até mesmo frente às oportunidades.
Não fiquei sem rumo. Mas foi indiscutivelmente mais difícil encontrá-lo.
E quando podia, por acaso eu ouvia o que ele tinha a dizer? Nem sempre. Porém, ser filho (a) não é mais ou menos isso? A mãe diz para levar uma blusa pois vai esfriar. E qual é a função do filho? Não levar, passar frio, reclamar e chegar a conclusão que a mãe tinha razão. "Na próxima vez vou escutá-la". Ledo engano. Chegará o dia que ela dirá "leve o guarda-chuva porque vai chover" e você voltará ensopado para casa. Não sei qual é a lógica que nós filhos temos, mas insistimos em aprender errando - apesar dos inúmeros conselhos.
Então por que estou reclamando a ausência dos conselhos do meu pai? Simples. Porque quando você não leva o guarda-chuva, chega em casa e sua mãe diz "tome um banho quente para se esquentar". Você sabia que precisava de um banho quente. Mas essa frase já é metade do aquecimento necessário.
21 de jun. de 2013
E nem é eleição. Imagina se fosse...
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Monique Paludo
Moro em Guarapuava há 6 anos. Já reclamei. Já briguei. Já me acostumei (com algumas coisas). Já conheci muita gente boa. Já percebi significativas mudanças na cidade. Não, nenhuma dessas relacionada com a troca de vereadores e prefeitos.
De toda essa mudança, acreditei que essa semana seria a maior. As ruas de todo o Brasil estão tomadas de insatisfeitos. *Sempre haverá espaço para questionar os motivos, as segundas, terceiras e quartas intenções dos protestos. Mas não é exatamente sobre isso que escrevo hoje.* E essas manifestações poderiam chegar, de fato, em Guarapuava?
Em pouco tempo surgiu o convite de um amigo para o evento aqui. Assim que vi, já confirmei presença. Será sábado, às 10h. "É um movimento sem causas" dizem críticos que afirmam ou temem ser um movimento vazio. Talvez possam até considerar que grande parte dos manifestantes não saibam o motivo, mas não acredito que se pode dizer que não tem causa. É fácil encontrar: saúde, educação e segurança pública - serviços caros e de baixíssima qualidade; transparência institucional - adicionam leis para esse fim, e a prática?; corrupção - será que precisa escrever mais do que já vemos todos os dias nos jornais? E, pior, aquilo que nem sabemos?; impunidade - idem; PEC 33 e 37 - nem me arrisco a começar um texto a respeito. Poderia continuar a escrever. Poderia lembrar da Copa e dos gastos. Poderia protestar por uma CPI dos Estádios. Poderia protestar por transparência eleitoral. Poderia escrever por horas e não faltariam motivos para protestar no Brasil.
Tudo certo, né? Só fazer cartazes e esperar sábado. E por que não fiquei surpresa quando as coisas não transcorreram tão bem por aqui? Os manifestantes - no espaço do evento no Facebook - dividiram-se em três subgrupos: os que queriam um protesto; os que queriam um protesto contra os Carli (e defendiam os Silvestre); e os que queriam um protesto contra os Silvestre (e defendiam os Carli). Assim, os dois últimos grupos estavam lutando por um protesto exatamente pelo motivo que se (deveria) protestar por aqui: o coronelismo.
Aqui são basicamente três "grupos" políticos: Mattos Leão (enfraquecido nos últimos anos, mas continuam em cargos); os Carli (ex-prefeito, Fernando Ribas Carli; seu primogênito foi deputado estadual, mas bebeu, dirigiu, matou duas pessoas, continua impune; Bernardo, o filho mais moço, não foi eleito, mas vive lá na Assembléia!; e muitos parentes, amigos, parceiros e comparsas); e os Silvestre (o atual prefeito, Cesar Silvestre Filho, é neto de ex-prefeito. A família é da política desde sempre. O pai é deputado federal, o Cesar Silvestre, é Secretário do Estado do Paraná; e muitos parentes, amigos, parceiros e comparsas).
Desses grupos, destaco os Carli e Silvestre que estão polarizando as disputas por aqui. O mais interessante é que ambos são "parceiros" do governador do Paraná. O PSDB aqui é Carli. Mas o Cesar Filho sempre conta como é amigo e próximo de Richa - ao que soube, o governador foi seu padrinho de casamento - e o Silvestre-pai está no governo Richa desde que começou. Assim, afora um ou outro sobressalto durante as eleições, o governo estadual não tem "problemas" por aqui.
Voltando ao protesto: claro que existem motivos - e de sobra - para protestar em Guarapuava. Os motivos que citei também se aplicam ao governo local. Tanto no atual, como no anterior. Também há questões específicas, como o aumento do salário (dele) que o Silvestre nem esperou passar o primeiro mês de governo para fazer; o "190 km/h é crime" do Fernando Filho. E muito mais.
Porém, ao invés de debater um protesto, começou uma troca de acusações. Como se dizer "o meu é melhor que o seu" não fosse coisa de criança que depois vai gritar "eu vou contar tudo para a minha mãe!".
No final das contas, o evento vai acontecer. Mas se depender do desejo dos que se sentem Carli ou Silvestre o bastante para as severas acusações e árduas defesas, será bem ao espírito político guarapuavano: dividido, com um debate tacanha, repleto do coronelismo e numa representação das forças políticas locais - muito distante da representação do povo. Não acho que todos pensem assim e que irão se comportar desse jeito. Todavia esses grupos que estão lá em defesa de seus coronéis fazem tanta algazarra que podem, sim, invadir e baixar significativamente a qualidade da manifestação.
Esses dias eu li - não lembro o autor - que não podem existir jovens de direita. Eu entendo o pensamento, apesar de não concordar. Penso que os jovens podem ser de direita, esquerda, centro ou extremo. Só não acredito que podem muita coisa quando só desejam reproduzir o estado das coisas.
*E quem pensar "mas se fosse em SMI você estaria brigando!": não, não estaria. Eu defendi posições na última eleição. Não me escondi em momento algum e tive meus "arranca-rabos" via Facebook. Mas em momento algum estive ali para gritar "o meu é melhor que o seu". Eu não tinha e não tenho "o meu". Debati política. Ataquei? Com certeza. Ainda mais quando não me faltava oportunidade - as campanhas políticas precisam se atualizar. Foi-se o tempo em que as notícias dos tribunais corriam apenas entre os operadores do direito e seus clientes. E quando muito rolava feito boato sem qualquer explicação. E não nego de forma alguma que tive, sim, muito gosto em escrever tantas as vezes foi preciso até que se admitisse: o Polita teve a sua candidatura indeferida porque era ficha suja. Foi pessoal? Também, mas foi político, foi posicionamento. Eu não voto em ficha suja e não acho legal sonegarem informações importantes da população. Em momento algum defendi bandeiras partidárias e - o que acho estranho - vesti a "camisa" de uma pessoa. Quem eu critiquei, foi porque EU achei que deveria, porque EU não concordava, porque EU quis. Não fiz para defender ninguém. Não recebi nada pelo que fiz. Se um dia trabalhar em uma campanha, faço questão de esclarecer isso antes de qualquer outra palavra minha. Eu não empresto o meu nome à toa. Não concebo a ideia de dizer "sou Cláudio", "sou Nélio", "sou Polita", "sou Cesar" ou "sou Fernando". Sou Monique Hellen Paludo.
*E quem pensar "mas se fosse em SMI você estaria brigando!": não, não estaria. Eu defendi posições na última eleição. Não me escondi em momento algum e tive meus "arranca-rabos" via Facebook. Mas em momento algum estive ali para gritar "o meu é melhor que o seu". Eu não tinha e não tenho "o meu". Debati política. Ataquei? Com certeza. Ainda mais quando não me faltava oportunidade - as campanhas políticas precisam se atualizar. Foi-se o tempo em que as notícias dos tribunais corriam apenas entre os operadores do direito e seus clientes. E quando muito rolava feito boato sem qualquer explicação. E não nego de forma alguma que tive, sim, muito gosto em escrever tantas as vezes foi preciso até que se admitisse: o Polita teve a sua candidatura indeferida porque era ficha suja. Foi pessoal? Também, mas foi político, foi posicionamento. Eu não voto em ficha suja e não acho legal sonegarem informações importantes da população. Em momento algum defendi bandeiras partidárias e - o que acho estranho - vesti a "camisa" de uma pessoa. Quem eu critiquei, foi porque EU achei que deveria, porque EU não concordava, porque EU quis. Não fiz para defender ninguém. Não recebi nada pelo que fiz. Se um dia trabalhar em uma campanha, faço questão de esclarecer isso antes de qualquer outra palavra minha. Eu não empresto o meu nome à toa. Não concebo a ideia de dizer "sou Cláudio", "sou Nélio", "sou Polita", "sou Cesar" ou "sou Fernando". Sou Monique Hellen Paludo.
9 de abr. de 2013
Gastos com diárias, um pouco de transparência à vista
Postado por
Monique Paludo
em:
comunicação social,
mídia,
política,
São Miguel do Iguaçu
Há poucos dias descobri o site da Câmara Municipal de Vereadores de SMI (está aqui).
Ao procurar em editais do município dois contratos que o Paulo Prestes comentou ontem no grupo São Miguel do Iguaçu no Facebook, li algo muito, muito, muito interessante.
Ano passado a cidade estava em polvorosa: "descobriram" que os gastos com diárias era exorbitante (só ano passado?). Ontem, lendo o edital nº 426 de 21/02/2013 do município, vi a Lei nº 2.413/2013 que dispõe sobre... diárias dos vereadores e servidores da Câmara!
Quem ficou indignado com os gastos divulgados ano passado, de acordo com a Lei poderá acompanhar mensalmente esses valores! Adorei!
E o que diz essa Lei?
Primeiro explica quais as hipóteses para o pagamento de diárias. Depois discorre sobre a parte burocrática da coisa: requerimento aqui, formulário lá; responsável pela aprovação (presidente da Casa); prestação de contas; etc. O texto não é grande, dá para ir lá e ler sem problema (está aqui, não tem nada no site da Câmara, só no edital mesmo, ao menos não achei).
Aí chegou na parte que eu gostei:
CAPÍTULO IIIDa transparênciaArt. 10 O Poder Legislativo Municipal publicará mensalmente, a relação de diárias utilizadas por Vereadores e Servidores.Parágrafo Único. A publicação a que se refere o caput deste artigo se dará no site oficial da Câmara Municipal, até o último dia do mês subsequente ao de utilização das diárias, e deverá estar atualizada, contendo, no mínimo, as seguintes informações:I - Nome do requerente;II - Cargo Ocupado;III - Itinerário da viagem;IV - Data prevista para saída e retorno;V - Valor das diárias concedidas;VI - Justificativa da viagem;
Opa! Agora não será preciso esperar a soma chegar no absurdo para saber! E é muito mais fácil de acompanhar do que ler editais!
Só tem um problema: o conteúdo no site. Até acredito que em 4 meses pode não ter ocorrido nenhum pagamento de diária. Mas de janeiro até hoje não houve nenhum gasto na Câmara? Não houve nenhum projeto de lei? Não houve aprovação de lei? E essa aqui sobre a qual estou escrevendo? No site tudo isso está marcado com 0. Só estão marcados as indicações por vereador.
A existência dessa lei já é um grande avanço, agora é esperar e fiscalizar se será cumprida. Tomara que seja e a transparência ocorra. Fiquei realmente contente ao ver o site, embora não tenha encontrado muito conteúdo.
Ah! Nessa lei também já são estabelecidos os valores das diárias que os vereadores e servidores receberão, além do pagamento dos custos como transporte, alimentação, hospedagem, etc. Essa é a parte que eles receberão só por fazer a viagem:
R$449,00 para viagens dentro do Paraná;
R$578,00 para viagens a outros Estados ou internacionais;
R$274,00 para viagens na micro região (cidades localizadas até 200 km de SMI).
Esclarecimentos:
*Meu objetivo não é ofender ninguém. Inclusive, esse texto é, antes de tudo, uma felicitação pelo avanço na comunicação da Câmara de Vereadores de SMI.
*Naveguei no site em questão nos dias 07 e 08/04.
*Continuo sem qualquer vínculo político-partidário. Só escrevo o que penso sobre qualquer assunto.
*Para não restar dúvidas, os links são:
- Para ver a lei, precisa acessar o edital 426 do município aqui.
- Para conhecer o site da Câmara Municipal, clique aqui.
SMI e a dengue: prevenção ou remédio?
Postado por
Monique Paludo
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comunicação social,
São Miguel do Iguaçu,
saúde
Ontem, com a publicação do Paulo Prestes no grupo São Miguel do Iguaçu, no Facebook, sobre duas contratações da Prefeitura de SMI esse ano, minha curiosidade ficou aguçada. Um desses é o contrato da empresa de comunicação Salla de Comunicação, em caráter de urgência, para realizar campanha de combate à dengue no valor de R$ 60.080,00 com duração de 60 dias. O edital onde li o extrato do contrato está aqui.
Penso que a comunicação pode fazer enorme diferença no combate à dengue. O que chamou a minha atenção é que esse contrato foi firmado no dia 27 de fevereiro de 2013. Se considerarmos a "urgência" descrita no extrato do contrato, digamos que a empresa já tinha o planejamento e material prontinhos para veicular, que a campanha foi "às ruas" efetivamente a partir do primeiro dia de março (dois dias após a contratação). Assim, 60 dias = Março e abril.
Fui procurar sobre os casos de dengue em SMI. Achei muito interessante a informação de que a Secretaria de Saúde do Estado divulgou, em 24 de SETEMBRO de 2012, uma lista das cidades com o maior risco de epidemia de dengue e SMI estava incluída. A informação está aqui.
Sabendo desde setembro de 2012 que havia o risco de epidemia, a contratação da empresa ocorreu ao fim de fevereiro. Tudo bem, houve troca de governo. Assim, o atual governo precisou de 58 dias, dois meses, para calcular o risco, ver a lista ou organizar o contrato com "urgência"? Enquanto isso, em 20 de janeiro desse ano, o índice de infestação no município era 10 vezes maior que o tolerável.
24 de mar. de 2013
O mistério do sentimento inexplicável
Postado por
Monique Paludo
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Família
Não sei explicar o que sinto pela minha família. É um sentimento único: não é "só" amor, "só" respeito, "só" confiança, "só" lealdade. É um misto inexplicável. E, assim, são inexplicáveis também o meu sentimento e a minha relação com a Eve, minha irmã. Nem se quer tentarei: não ouso explicar o amor que nos une, a cumplicidade que brota desse amor, a confiança inigualável, a lealdade imensurável.

14 de mar. de 2013
Proteção para quem?
Postado por
Monique Paludo
em:
São Miguel do Iguaçu
Um pensamento me levou para outro e outro. Tudo começou quando li uma postagem no grupo São Miguel do Iguaçu no Facebook. Concordei e achei muito digno o texto inicial: família é algo de extrema importância, mas julgar as pessoas pelo erro de outros é um absurdo.
Porém, os comentários nessa postagem é que conduziram a minha curiosidade. Há diversos pedidos para que a foto de um menor seja enviada por e-mail. Não sei quem é o menor e também não sei se há provas de que ele é o responsável pelas horríveis crimes ocorridos em SMI ultimamente. Entendi pela postagem que ele é o responsável e que a foto dele seria encaminhada por e-mail com uma boa intenção: prevenir, aguçar a atenção das pessoas para que não sejam vítimas.
2 de mar. de 2013
A escuridão e a política
Postado por
Monique Paludo
Nunca trabalhei com política, em qualquer instância, posição ou lugar. Tenho um gosto peculiar em acompanhar, mas trabalhar mesmo, engajada, com salário ou sem salário, nunca. Tenho minhas opiniões que me colocam na situação ou oposição, mas nada que me posicione no jogo político. A minha posição é de cidadã. E cidadãos pouco têm a ver com o jogo político. O jogo, a brincadeira, está nos palacetes. E o povo, os cidadãos, estão longe. Em SMI a ruína política é tanta que até mesmo o "palacete" municipal está sobre escoras.
Claro e óbvio que em uma cidade pequena a família é uma unidade tão representativa que engloba até mesmo posicionamentos políticos. Até 2012, nunca havia tornado pública minha opinião política. No entanto, o meu posicionamento só "poderia" ter duas opções: ou era uma alienada que não sabia (ou não me interessava) por nada disso ou era herdeira do Paludo até em seus posicionamentos.
Tenho minhas concordâncias com os posicionamentos que meu pai defendia. Também tenho minhas discordâncias que por horas e horas discuti com ele. Mas um assunto em que concordávamos absolutamente: perseguição política é um mal que deve ser combatido. Tema que remonta a história política brasileira, a perseguição deveria ter se findado com a Constituição Federal de 1988. Porém, sabemos que essa não é a realidade.
22 de fev. de 2013
Qual é o interesse na rotina?
Postado por
Monique Paludo
Ano passado, na época da eleição, escrevia com frequência. Por um lado, foi ótimo. Por outro, atrasou o restante dos meus compromissos. Na reta final, a corda estava no pescoço: tinha prazos, entregas inadiáveis. Depois, fiz um retiro do Facebook (pessoal) e do Blog. Cumpri os prazos e tudo se normalizou. Tirei férias e na volta notei que o ano começou sem prazos tão exíguos. Mas não deu vontade de retomar a rotina cibernética pessoal. Nesse tempo, achei vários assuntos que valiam um texto. Resolvi anotá-los.
Ontem, ao ler as anotações, percebi que a maioria dos assuntos era séria, sisuda. Não sou uma pessoa sisuda. Sou extrovertida, falante (muito), meu riso é fácil e sou (nem sempre, mas com frequência) bem humorada. Não faço o tipo humorista e conto piadas muito mal. Mas não sou sisuda. Então, por que a maioria dos assuntos da minha lista eram assim? Não sei.
Fui dormir pensando nisso. Antes que o sono chegasse, percebi outra coisa: a lista era do que levaria ao blog. Mas não era a lista do que mais ocupou os meus pensamentos! A cancela do blog sou eu. Claro que aceito sugestões, mas, da vontade de escrever até a interpretação do assunto, a cancela é dirigida por mim.
16 de dez. de 2012
Dia de aniversário
Postado por
Monique Paludo
Por que dia de aniversário deve ser especial? Especial como? Acho que tem a ver com estar entre pessoas que a gente gosta em um ambiente que a gente se sente bem.
Nos meus últimos aniversários não pude desfrutar da companhia da minha mãe e minha irmã. Mas ouvir o telefone tocar e saber, sem mesmo olhar, que são elas... é inexplicavelmente bom. Saber que o sentimento é verdadeiro e honesto torna até o toque do telefone agradável de um modo incrível.
O meu aniversário não começou dos melhores: o "Curintia" ganhou o Mundial. Eu admito, sou anti-curintia. Não gosto e ponto final. Isso não faz o time melhor ou pior. Só não gosto. Eu gosto do Manchester United. Mas o meu desgosto pelo Corinthians é tão grande que cheguei a torcer pelo Chelsea!!
Depois do jogo fui almoçar na Fátima. Almoço super bacana, companhia ótima e muito divertida.
À noite andei com a Catarina no centro. O clima estava propício para passear. A noite estava quente, as ruas estavam bastante movimentadas. Para uma cidade fria como Guarapuava, isso não é muito comum.
Quando voltamos, o momento mais crucial do aniversário para mim: hora de olhar para os últimos anos, fazer um balanço. Perceber o que valeu a pena, o que não foi bacana, o que ainda quero e o que não quero mais.
Minha mãe sempre fez faxina de fim de ano. Todos os anos ela coloca a casa abaixo. Tira tudo dos armários, separa o que ainda tem utilidade, o que será doado e o que irá para o lixo. A casa chega no ano novo de "alma lavada". Aprendi com ela e faço o mesmo na minha casa.
Não sei se essa foi a influência, mas percebi que também faço uma "faxina de fim de ano" no meu aniversário. Faço em mim. Isso não significa que eu vou conseguir colocar a "casa" em ordem e tão pouco superar os maus hábitos ou coisa do tipo. Mas já é um grande passo descobrir quais são os maus hábitos, onde preciso melhorar, o que está bom e deve seguir, o que não está bom e precisa mudar. Saber o que devo levar para o lixo, o que devo doar e o que ainda tem utilidade em mim.
Hoje tenho 26 anos e um desejo imenso de colocar a "casa" em ordem. Quem sabe um dia, né?
25 de nov. de 2012
Quarentena de trabalho
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Monique Paludo
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tecnologia
Quarenta dias de bastante trabalho (ainda bem!) e nada de internet na vida pessoal. Abandonei o blog, o Facebook e tudo mais. Tudo isso justificado nos projetos que me envolvi. Fui vencendo o deadline de cada um - ainda resta um último trabalho, não menos importante, para esse ano - hoje posso retomar um pouco do meu uso da internet para proveito pessoal.
Desses dias que me mantive afastada não sobrou tempo nem para sentir saudades. Trabalhei 12, 14, até 16 horas em um dia. É desgastante? Sem dúvidas. Mas ao colocar na balança, acho que vale a pena. Dessa vez um dos projetos foi um novo desafio: 3D. Desde abril venho estudando a modelagem, os materiais, as texturas, a iluminação e outros aspectos de um projeto 3D. Porém, quando o projeto (o objetivo) está declarado, quando o caminho começa a ser trilhado, quando existe um prazo para finalização, novos problemas e dificuldades surgem. Em 3D ou em qualquer outro projeto na vida. É preciso se adaptar, mudar a estratégia, pegar atalhos, só não pode perder o objetivo.
20 de out. de 2012
Sociedade dos anônimos virtuais no mundo real: onde fica?
Postado por
Monique Paludo
em:
comportamento,
tecnologia
O último mês foi uma correria. Essa semana ficou ainda pior, sem tempo para nada, incluindo Facebook e blog. Mas, dei uma "passadinha" pelo Facebook e vi um assunto que me fez pensar: o anonimato.
Uma das proeminentes características do relacionamento virtual é a mediação pelas tecnologias, o que garante a muitos a liberdade de escrever o que não teriam coragem de dizer no téte-a-téte. Outro ponto é a facilidade de ser um anônimo. Será que através do anonimato poderíamos liberar nossos "filtros"? Expressar o que pensamos sem qualquer receio de como isso poderia afetar nossas vidas? Mas também pode-se usar o anonimato para desferir acusações, ofensas e causar tumultos sem qualquer fundamento ou boa intenção.
13 de out. de 2012
Quem matou?
Essa semana assisti um capítulo da novela Avenida Brasil. Já sabia a maioria do quem era quem porque assisto a novela quando vou para a casa da minha mãe e pergunto o tempo todo. Vi alguns comentários que essa novela é muito boa, que é diferente, que é isso, que é aquilo. Eu não gosto de novelas, não acompanhei e, assim, não sei dizer se é boa ou é ruim.
Eu não gosto porque acho tudo muito demorado para acontecer. Mesmo nas tramas sem tanta violência, sem um enredo policial, as novelas são previsíveis demais. As mocinhas são muito tontas, tomam todas as decisões erradas, acreditam nas pessoas erradas. Os mocinhos se enganam facilmente e só no final é que são felizes para sempre: em uma festa de casamento com todo o elenco da novela - incluindo um sem número de personagens grávidas. Em Avenida Brasil, os pombinhos ficaram juntos antes. Eu nem acompanho a novela, mas tenho certeza que a Nina poderia ter desmascarado a Carminha há meses. Aí ficam enrolando tudo por meses e mais meses para chegar no final e... lançar a pergunta "quem matou?".
9 de out. de 2012
Decisão que afasta Promotor de Justiça é divulgada
Postado por
Monique Paludo
em:
justiça,
São Miguel do Iguaçu
Esse texto é uma continuação do "TJ-PR recebe mais uma denúncia e afasta promotor do cargo". A denúncia do Ministério Público (MP) que foi aceita por Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná (TJ-PR) trata sobre a acusação de que Haroldo, Vilson e Pedro tenham agido de comum acordo para prejudicar a concorrência, adulterando um medicamento da farmácia BioFórmula. Depois disso, Haroldo é também acusado de prevaricação; ele e Vilson também são acusados de corrupção passiva. No julgamento da denúncia também ficou decidido o afastamento de Haroldo Nogiri da função de Promotor de Justiça.
Quem tiver interesse em ler a íntegra do acórdão desse julgamento está disponível ao final do texto de duas formas: primeiro explico como realizar a consulta no site do TJ-PR; também coloquei o arquivo em pdf para quem quiser ler por aqui mesmo.
7 de out. de 2012
Dia de comemoração!
Postado por
Monique Paludo
em:
eleições,
São Miguel do Iguaçu
Hoje é dia de muitos comemorarem. Não apenas os que sairão vitoriosos das urnas, mas também aqueles que ansiavam pelo término da campanha eleitoral. Para mim, existem dois lados: gostaria que terminasse a rivalidade política que beira, por vezes, a irracionalidade; porém, gostaria que continuasse o interesse por questões políticas importantes. Essa foi a primeira vez que participei ativamente de debates e que escrevi aqui no blog sobre campanha política. Foi a primeira vez que expus publicamente alguns dos meus pensamentos a respeito.
Admito que nos últimos 4 anos, não acompanhei tão próxima as reviravoltas políticas de SMI. Depois que meus pais mudaram para Cascavel, em 2008, e com a morte do meu pai no mesmo ano, passei a visitar menos SMI e destinar minhas viagens na maioria das vezes apenas até Cascavel. Claro que isso não impediu que eu soubesse o que se passava na cidade. Preservo bons amigos por lá, minha mãe e minha irmã vão trabalhar toda semana em SMI, leio jornais e tenho de ir ao município volta-e-meia, afinal uma boa parcela da minha herança ainda está por lá.
Quando me preocupo e participo perguntando e debatendo a política em SMI não é apenas por ter patrimônio ou ser eleitora do município. Lá vivem pessoas que gosto muito e sei o quanto a cidade pode crescer, avançar e ser um lugar ainda melhor para se viver.
Essa campanha foi particular também por outro ponto de vista, mais pessoal, familiar e muito menos público. Pela primeira vez acompanho uma eleição municipal sem a companhia de meu pai. Ao olhar essa situação, tirando toda a carga emocional e saudade de filha, vejo que isso também tem dois lados: 1, perdi o meu melhor companheiro de debates. Por horas e horas, concordando ou discordando, sobrepunhamos nossas opiniões, dados e versões que me garantiram um tremendo aprendizado. Não havia censura nem para assuntos e muito menos para posicionamentos. Debater com meu pai, concordando ou não com suas posições, me forçava a estudar e construir argumentos. Por esse turno, sinto que nessa eleição estava prejudicada - como foi a última presidencial -, sem a companhia do meu grande companheiro de debates que sempre me ensinou e respeitou minhas opiniões.
Por outro lado, 2, a ausência de meu pai na minha caminhada eleitoral trouxe novos elementos. Pela primeira vez eu me permiti uma exposição maior. Nunca meu pai foi contra essa exposição, pelo menos não passou essa ideia para mim. Mas, na falta dos calorosos debates que tinha com ele, busquei de outras maneiras.
Meu pai foi um grande incentivador tanto para que eu buscasse conhecimento quanto para que eu escrevesse. Recebi dele um presente que tenho guardado com muita estima: uma caneta. Ela é pesada, representa o peso da responsabilidade da escrita. Ganhei o presente quando entrei na faculdade de Direito. Serviria para eu assinar minha primeira peça quando advogada ou qualquer outro rumo que tomasse - juíza, promotora, etc. Ainda na presença física de meu pai, tomei outro caminho - fui cursar Comunicação Social - e prometi que a primeira matéria que escrevesse seria impressa e assinada com o presente para conhecer e reconhecer o peso da caneta.
5 de out. de 2012
PALAVRO x NÉLIO: cobrança ou tentativa de extorsão?
Postado por
Monique Paludo
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São Miguel do Iguaçu
Já esclareci várias vezes que não pratico jornalismo no blog. Não faço notícia, não cubro fatos. Apenas escrevo o que penso sobre o que leio, vejo e escuto. Nos últimos meses tenho escrito diversas vezes com base em documentos como relatórios, sentenças e acórdãos.
Essa semana tive uma tarefa diferente para o blog. Recebi do Rafael Palavro um e-mail com documentos em anexo que, de acordo com Palavro, demonstram suas alegações que a gestão 2005-2008 da Prefeitura Municipal deixou dívidas não pagas entre comerciantes do município. O texto do anexo recebido tem o título "Nélio Binder entregou a prefeitura sem pagar o que devia a diversos comerciantes". Os documentos enviados por Palavro são orçamentos e requisições de serviços prestados para a prefeitura pela empresa IJP Car Service que, alega Palavro, não foram pagos.
Como a alegação de Palavro não foi decidida judicialmente, o que recebi são apenas acusações. Pensei, pensei e pensei. Não publiquei nenhuma acusação particular aqui no blog. Já publiquei do Ministério Público, mas só depois de ler o documento judicial, a denúncia. Não pretendo e nem vou entrar no meio de um conflito pessoal ou profissional.
Decidi expor aqui a história do Rafael Palavro, mas também procurar o candidato Nélio Binder, como fiz em todas as outras questões que envolvesse as coligações Amor e Respeito à Família Sãomiguelense e Rumo Novo Com a Força do Povo. Nas outras vezes utilizei os grupos no Facebook. Como o assunto estava cada vez mais delicado, preferi procurar a assessoria da coligação.
A coligação Amor e Respeito à Família Sãomiguelense, através de sua assessoria, respondeu em nota que a IJP Car Service tinha um contrato com a prefeitura para a manutenção de veículos e os pagamentos ocorriam de acordo com a execução dos serviço. Explicou que quando a Prefeitura precisava de um serviço, uma requisição era expedida. Depois da execução, a empresa emitia uma nota fiscal. A empresa fazia o empenho da nota e a prefeitura realizava o pagamento. Na nota, a assessoria argumenta que os documentos que Palavro apresenta são apenas o "início da prestação do serviço", as requisições. A assessoria da coligação alegou que "todos os serviços contratados foram devidamente pagos pelo Município, fato este que poderá ser comprovado através de uma auditoria nas contas da referida empresa e da própria prefeitura".
28 de set. de 2012
Respostas dos candidatos
Postado por
Monique Paludo
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São Miguel do Iguaçu
Até uma semana atrás estava bastante indecisa. Li, perguntei e coloquei as propostas na balança. Peguei os históricos e adicionei à mistura. Aí veio o apoio político para completar. Estou quase, quase com o voto decidido. Mas, mesmo quando tiver decidido, isso não implica em fanatismo, em perder o senso crítico e sair defendendo bandeiras por aí. Só significa que saberei em quem votar. E só.
Primeiro, tenho que deixar claro: participei apenas de dois grupos de coligações - Amor e Respeito a Família Sãomiguelense e Rumo Novo Com a Força do Povo.
Aqui não é um debate político nem entrevistas com os candidatos. Sou apenas eu, Monique, eleitora e cidadã, que resolveu perguntar ou achou interessante a pergunta de alguém. Não vou copiar e colar as respostas. Vou apenas resumir o que entendi das respostas e/ou o que eu penso sobre elas. Quem tiver interesse em ler cada uma das respostas estão disponíveis nos grupos das coligações.
Fiquei satisfeita de ter recebido respostas dos dois candidatos. Aqui vou escrever a minha opinião depois de ler e pensar sobre as respostas. Não tenho intenção de desrespeitar ou ofender qualquer pessoa. Se concordo, discordo, elogio ou faço críticas é em relação às respostas e não aos candidatos.
ACESSIBILIDADE
O Adriano Kunzler não fez uma pergunta, mas uma sugestão muito importante: criação e sinalização de vagas de estacionamento reservada para cadeirantes e rampas para subir na calçada. Como não encontrei a publicação no grupo Amor e Respeito a Família Sãomiguelense, fiz uma com o assunto. No dia seguinte o Adriano Kunzler também fez a sugestão nesse grupo.
Claudio Dutra e Maurão Remor - responderam que iriam incluir no projeto de revitalização das praças um projeto de acessibilidade. Quanto às vagas de estacionamento sugeridas pelo Adriano Kunzler, os candidatos afirmaram que pretendem discutir com a população a quantidade de vagas. Gostei da resposta, gostei principalmente porque os candidatos admitiram que não havia o projeto de acessibilidade, mas incluíram depois da sugestão recebida.
Dr. Nélio e Giovani Amboni - responderam que pretendem implantar no município o Programa Brasil Acessível por lei municipal e se reunir com os comerciantes para discutir a acessibilidade. Gostei da resposta pois os enumeraram as ações previstas e os instrumentos para suas implementações.
ECONOMIA
A pergunta que fiz para cada um dos candidatos sobre economia teve temas diferentes.
- ECONOMIA/MEIO AMBIENTE
Perguntei a respeito da proposta dos candidatos Claudio Dutra e Maurão Remor de dar apoio aos empresários para a destinação correta de resíduos sólidos.
Claudio Dutra e Maurão Remor - achei a proposta muito boa. Essa é uma importante questão ambiental, porém é cara e difícil para os empresários, principalmente os pequenos empresários.
- ECONOMIA/EMPREENDEDORISMO
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Perguntei sobre a proposta dos candidatos Dr. Nélio e Giovani Amboni de criar escritórios compartilhados para oferecer estrutura de trabalho para jovens profissionais autônomos.
Dr. Nélio e Giovani Amboni - achei a proposta muito boa também. Incentivar os empreendedores individuais é importante e os primeiros passos da carreira são cercados de dificuldades.
ENTREVISTA
Li no grupo da coligação Amor e Respeito a Família Sãomiguelense que a RPCTV entrou em contato com os candidatos a prefeito de SMI para realizar entrevistas, que só realizariam se todos os candidatos participassem e que com a recusa do candidato Claudio Dutra não haveriam entrevistas. Quando eu li, preferi perguntar diretamente para os candidatos se tinham recusado e o motivo.
Depois de um longo debate com outros usuários sobre entrevistas, debates, autosuficiência dos programas eleitorais e daí para frente, Claudio Dutra e Maurão Remor se manifestaram. Responderam que recusaram a entrevista porque sua duração era pequena - 5 minutos.
Ninguém é obrigado a participar de nada e eles tinham todo o direito de recusar.
Quanto à curta duração da entrevista, discordo. Em 5 minutos não há como contar todo o plano de governo, mas em cada programa eleitoral tem o plano completo? Teve quem defendeu que para se informar basta ouvir os programas de rádio. Então, não há problemas na entrevista curta. Se as informações já foram passadas no horário eleitoral, restariam 5 minutos para tirar algumas dúvidas!
Sei que eleições é correria. Ainda discordo. Quem quer falar com o povo dá um jeito. Falar com o povo só nas reuniões? E como reunir tanta gente como é a audiência de um canal de TV? E quando o povo vai ouvir um discurso que não seja lido ou decorado? No programa eleitoral? Nem precisa prestar atenção para perceber onde está cada vírgula do texto que estão lendo.
Já sei: nos comícios! Onde os candidatos falam o que querem, o que foi previsto. Sem perguntas, sem o "tete-a-tete". Gostaria que tivessem perguntas feitas ao vivo e transmitidas, assim a resposta seria no gogó para uma grande audiência ver. É para isso que serve entrevista: perguntar para o candidato sem a chance do assessor escolher a melhor resposta. Para isso que existe o media trainning!
ESPORTE
Gabriel Matsuda perguntou para os candidatos da coligação Amor e Respeito a Família Sãomiguelense se eles têm algum projeto para ajudar o esporte no município.
Dr. Nélio e Giovani Amboni - responderam indicando o link do plano de governo, as páginas onde o tema é esporte e que pretendem retomar a série bronze do futsal.
Não gostei da resposta por causa do formato. Colocam o link do plano de governo, indicando as páginas onde o tema é esporte, perdendo a oportunidade de debater propostas dos candidatos e, também, a contribuição dos demais usuários que acompanharam a publicação.
FRENTES DE TRABALHO COMO VEREADOR
Tendo em vista que o histórico político dos candidatos também entraria na mistura, pedi ao candidato a prefeito da coligação Rumo Novo Com a Força do Povo, Claudio Dutra, e ao candidato a vice-prefeito da coligação Amor e Respeito a Família Sãomiguelense, Giovani Amboni, que destacassem três frentes de seus trabalhos como vereadores. Os dois candidatos responderam. Não avalio se as ações são boas ou não. Apenas coloquei na mistura que vai para a balança.
PATRIMÔNIO PÚBLICO
- DIÁRIAS
Recebi, por e-mail, um documento com os gastos com diárias nas gestões 2005-2008 e 2009-2012 (que está sendo questionada pelo MP na Justiça). A semelhança entre os generosos valores gastos despertou minha curiosidade. Perguntei ao Claudio Dutra e Nacleto Tres - os dois presidentes da Câmara na gestão 2005-2008 - sobre as diárias: quem autoriza esses gastos? Quem fiscaliza se os valores gastos resultam em benefício de SMI? Valores tão altos são comuns? E aí por diante.
Claudio Dutra - respondeu que o uso das diárias pelos vereadores é normatizado por resolução; que as diárias são autorizadas pelo presidente da Câmara e a apresentação da justificativa e das notas também é para ele; não respondeu se esses valores tão altos são comuns.
Ainda acho que os valores são muito altos e que os benefícios para o município deveriam ficar mais evidentes. Acho que é uma boa proposta para aquela sugestão que dei - deixar mais visível o trabalho dos vereadores - incluir os pedidos de diárias, as justificativas e posterior relatório da viagem. Assim poderíamos descobrir qual é o proveito, não é? Se vai fazer um curso, que conste no relatório os conhecimentos aprendidos. Ainda tenho esperanças que não será um assessor que vai procurar no Wikipédia sobre o assunto. Preciso, ainda, crer na idoneidade e no bom proveito das verbas.
- DÍVIDAS
No grupo da coligação Rumo Novo Com A Força do Povo, o usuário Rafael Palavro pediu que eu fizesse uma pergunta para o candidato Dr. Nélio. A pergunta era sobre pagamentos de dívidas que Rafael Palavro indica como não pagas durante a gestão do Dr. Nélio na prefeitura e pergunta ainda se eleito, o Dr. Nélio pretende honrar as dívidas feitas.
Dr. Nélio - respondeu que não há qualquer dívida pendente daquela gestão; que para comprar bens ou contratar serviços para a prefeitura, é preciso licitação e previsão dos recursos; perguntou se o Rafael Palavro afirma ter valores para receber, por que ele não procurou a Justiça para receber.
No outro grupo já haviam perguntado isso ao Rafael Palavro. Ele argumentou que tem a documentação com a ordem de serviço e que pretende ajuizar uma ação de cobrança quando encerrar o período eleitoral. Por que demorou 4 anos, não sei e não vou entrar nesse mérito.
Perguntei ao Dr. Nélio se um gestor deixar dívida, como relatou Rafael Palavro, não teria problemas com o Tribunal de Contas. Dr. Nélio respondeu que de acordo com a legislação, o gestor, no período de 8 meses antes do término da gestão, não pode contrair dívidas que não possam ser pagas no seu mandato (adendo: se não forem pagas, o valor tem que ficar "em caixa"). E que se há dívida, deve ser cobrada na Justiça, já que não é permitido restar dívida de um gestor para o outro.
Acho que se as coisas são como o Rafael Palavro apresenta, ele já deveria ter ajuizado a ação. Mas a dívida é dele e ele cobra quando quiser. Pelo lado do Dr. Nélio, é estranho que o Tribunal de Contas tenha aprovado as contas se existiam pendências. Final da história: resolvam a pendenga no Judiciário.
- PRAÇA
Publicaram semana passada uma foto da revitalização de uma praça no grupo São Miguel do Iguaçu no Facebook. Um dos comentários chamou minha atenção. Um senhor comentou que fez um protocolo sobre isso em 08/08/2008 - gestão do Dr. Nélio - e outros dois durante a atual gestão. Escreveu que não obteve resposta. Perguntei ao Dr. Nélio por que o protocolo não foi respondido.
Dr. Nélio - respondeu que em agosto de 2008 a praça foi revitalizada, com reforma dos bancos, instalação de iluminação, etc.
Perguntei se poderia precisar a data, pois o senhor que comentou no outro grupo escreveu que o protocolo não foi respondido. O candidato explicou que precisaria do número do protocolo para procurar na prefeitura, já que toda a documentação fica arquivada. Passei o número do protocolo no dia 26/09, e ainda não teve qualquer outro comentário na publicação.
SAÚDE PÚBLICA
- ANIMAIS ERRANTES
Camila Fernandes perguntou para todos os candidatos se há projetos para os animais de rua. Aproveitei e perguntei sobre esterilização em massa e de Centro de Controle de Zoonoses.
Claudio Dutra e Maurão Remor - responderam que pretendem se reunir com protetores voluntários e ajudar a criar uma ONG. Não sou contra a ideia, as ONGs precisam de ajuda. Mas ONGs são organizações não governamentais. Acho necessário políticas públicas eficientes para que o trabalho das ONGs não seja "enxugar gelo". Eles se mostraram dispostos a colaborar e abertos para a apresentação de projetos. Mas não assumiram a responsabilidade da prefeitura na promoção de políticas públicas com objetivos claros para os animais errantes.
Dr. Nélio e Giovani Amboni - responderam que o CCZ é fundamental e que já é parte do organograma do município, que pretendem equipar e capacitar funcionários para que volte a funcionar. O CCZ é importantíssimo, mas achei que ainda faltou a apresentação de um projeto ou objetivos mais claros para esterilização em massa afim de promover o controle populacional, apesar de terem demonstrado que entendem a importância de campanhas de orientação sobre esse assunto.
- MINI-HOSPITAL
Evely Prybylovicz Dos Santos perguntou para os candidatos da coligação Rumo Novo Com a Força do Povo sobre a proposta de construir um mini-hospital.
Claudio Dutra e Maurão Remor - explicaram que a obra será custeada por uma parceria com o deputado federal Giacobo, que vai incluir no orçamento da União o valor para o ano de 2013.
Os candidatos não responderam apenas qual a expectativa para que o projeto seja entregue. Incluir no orçamento não é previsão de entrega. A expectativa de quanto tempo levará da liberação de verba, licitação, construção, contratação de profissionais até que a população usufrua não foi respondida.
Achei interessante a proposta, apesar de um "mas". Na publicação, os candidatos escreveram que o projeto está "garantido" porque o Giacobo incluirá no orçamento da União. "Incluirá" é futuro, quer dizer que ainda não foi incluído e que, assim, não há nada garantido.
- TÍTULO DE ELEITOR PARA ATENDIMENTO PÚBLICO
Na época que publiquei o primeiro texto sobre a exigência do título de eleitor para o atendimento público de saúde, perguntei aos candidatos qual era a posição deles sobre a questão e se, caso eleitos, a exigência será mantida. Em ambos os grupos recebi como resposta: não.
Atenção usuários, se algum dos dois candidatos se eleger, façam valer a promessa de campanha.
Importante: o município pode e deve exigir comprovante de residência. Residir não significa votar.
TRANSPORTE
Vivi Welter perguntou a todos os candidatos sobre o repasse de valores do transporte para os estudantes que saem de SMI para estudar em outros municípios. Nos dois grupos obteve a mesma resposta: pretendem aumentar as verbas do transporte afim de reduzir o valor repassado.
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De tudo isso, achei uma coisa interessante: quando fiz publicações que agradavam os eleitores de uma coligação, tudo corria tranquilo e muitas vezes ninguém comentava. Quando interpretavam como ruim, parecia um pelotão afim de me contar que eu não deveria perguntar aquilo. Penso que tudo tem, pelo menos, dois lados. Se uma pergunta pode ser interpretada como negativa, também pode ser positiva. Um exemplo hipotético: se pergunto sobre uma acusação é uma oportunidade do candidato se manifestar e defender sua versão. A ideia não é circular a denúncia - se fosse isso não precisava perguntar, só publicar. A intenção é ver a posição do candidato sobre o assunto.
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Hoje, sem nenhuma intenção que não fosse saber o resultado de uma pesquisa, perguntei no grupo Rumo Novo Com A Força Do Povo se a pesquisa seria divulgada ou se era interna. Pesquisas internas existem aos montes e são feitas para que os Comitês de Campanha avaliem uma porção de coisas. A partir disso começaram a questionar a validade de uma pesquisa, para que saber o resultado, etc. Não entendi. Eu não perguntei o motivo para não divulgarem - que fizeram depois -, eu perguntei se iam divulgar. Existe, sim, a possibilidade de um Comitê de Campanha contratar uma pesquisa para avaliação e não divulgar. Por exemplo, um Comitê pode estar interessado na distribuição de votos por dados geográficos - quem está com vantagem no interior. Ou querem avaliar se uma ação da campanha surtiu efeito em determinado grupo social. Isso é normal. Foi isso que eu perguntei e só.
Ainda no assunto da pesquisa eleitoral, até fiz algumas perguntas na pesquisa publicada no grupo Amor e Respeito a Família Sãomiguelense, mas não acompanhei a posterior conversa. O povo começou uma troca de acusações e insultos gratuita e desnecessária. Coisa partidária ao extremo: meu candidato é melhor que o seu, a gente vai ganhar! Não, o meu candidato é melhor que o seu e é a nossa pesquisa que vale! Que se discuta as pesquisas, que empresa fez, quem contratou, o resultado, a metodologia ou qualquer coisa do tipo, mas entrar em um tete-a-tete para dizer que esse ou aquele candidato vai ganhar é uma coisa estranha e, penso, desnecessária.
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Se você leu tudo isso e acha que já sabe em quem eu vou votar, por favor, guarde para você. Eu estou quase com o voto decidido, não decida por mim.
É uma questão de escolher versões e palavras
Postado por
Monique Paludo
em:
eleições,
ficha limpa,
indeferida,
jornalismo,
Polita,
política,
São Miguel do Iguaçu
Há dias não visitava o site do jornal "O Farol". Estive lá hoje e li a matéria sobre a renúncia da candidatura do Polita - de onde tirei as informações desse texto.
O candidato tem sua candidatura indeferida porque tem uma condenção em processo criminal. Aí, lança uma nota afirmando que renunciou de seu posto como candidato porque "essa batalha judicial travada com os nossos adversários estava deixando toda a população muito apreensiva". Só se considerarmos como adversário o Ministério Público do Paraná. Pois foi esse o órgão que apresentou denúncia por uso de bens e serviços públicos com fins de autopromoção contra o Polita. E essa batalha judicial já foi travada, já teve seu fim e o resultado foi desfavorável para a defesa de Polita. O que tentaram por último foi suspender a condenação que, por duas vezes, não teve sucesso.
Quanto à apresentação de impugnação no processo de candidatura do Polita, lembro que foram três: o cidadão Alison Clayton de Stefani, a coligação Amor e Respeito a Família Sãomiguelense e o Ministério Público Eleitoral. A impugnação foi apresentada em função da anterior condenação criminal do candidato.
Cada um tem direito a ter sua opinião, certo? Eu tenho a minha: isso é a pior desculpa que poderiam usar. "Nossos adversários"? "População apreensiva"?
Acho que seria mais interessante e honesto se admitissem que a derrota no Tribunal alterou os planos da coligação. Algo como: perdemos no TJ-PR (o pedido de suspensão da condenação). E, assim, sem esse argumento (suspensão da condenação criminal) no processo de candidatura seria muito, muito difícil reverter a situação no TSE. Gostaríamos de participar, de continuar. No entanto, para que as decisões judiciais não figurem como protagonistas da campanha e tendo em vista o curso que o processo de candidatura tomou nos últimos dias, o candidato renuncia.
No segundo parágrafo da notícia está: "Acompanhado pelo vereador licenciado Antônio Dilmar Mafalda (PP) e a Professora Roseli Cavalheiro (PT)". Licenciado é sinônimo de afastado? Pedir licença é a mesma coisa que ser afastado judicialmente do cargo?
Se significarem a mesma coisa, a assessoria da coligação escolheu muito bem as palavras! É realmente muito mais suave ler "licenciado" do que "afastado". Ops! Preciso dar os créditos corretos: o jornalista que redigiu é que escolheu as palavras muito bem, afinal a matéria cita a nota da assessoria como fonte de informações e não que esse seria mais um "recorta e cola" já tradicional naquele site. Então: redator, muito bem! Licenciado é muito mais suave do que afastado! Boa escolha!
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