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28 de set. de 2012

Respostas dos candidatos

Até uma semana atrás estava bastante indecisa. Li, perguntei e coloquei as propostas na balança. Peguei os históricos e adicionei à mistura. Aí veio o apoio político para completar. Estou quase, quase com o voto decidido. Mas, mesmo quando tiver decidido, isso não implica em fanatismo, em perder o senso crítico e sair defendendo bandeiras por aí. Só significa que saberei em quem votar.  E só.
Primeiro, tenho que deixar claro: participei apenas de dois grupos de coligações - Amor e Respeito a Família Sãomiguelense e Rumo Novo Com a Força do Povo
Aqui não é um debate político nem entrevistas com os candidatos. Sou apenas eu, Monique, eleitora e cidadã, que resolveu perguntar ou achou interessante a pergunta de alguém. Não vou copiar e colar as respostas. Vou apenas resumir o que entendi das respostas e/ou o que eu penso sobre elas. Quem tiver interesse em ler cada uma das respostas estão disponíveis nos grupos das coligações.
Fiquei satisfeita de ter recebido respostas dos dois candidatos. Aqui vou escrever a minha opinião depois de ler e pensar sobre as respostas. Não tenho intenção de desrespeitar ou ofender qualquer pessoa. Se concordo, discordo, elogio ou faço críticas é em relação às respostas e não aos candidatos. 


ACESSIBILIDADE
O Adriano Kunzler não fez uma pergunta, mas uma sugestão muito importante: criação e sinalização de vagas de estacionamento reservada para cadeirantes e rampas para subir na calçada. Como não encontrei a publicação no grupo Amor e Respeito a Família Sãomiguelense, fiz uma com o assunto. No dia seguinte o Adriano Kunzler também fez a sugestão nesse grupo.
Claudio Dutra e Maurão Remor - responderam que iriam incluir no projeto de revitalização das praças um projeto de acessibilidade. Quanto às vagas de estacionamento sugeridas pelo Adriano Kunzler, os candidatos afirmaram que pretendem discutir com a população a quantidade de vagas. Gostei da resposta, gostei principalmente porque os candidatos admitiram que não havia o projeto de acessibilidade, mas incluíram depois da sugestão recebida. 
Dr. Nélio e Giovani Amboni - responderam que pretendem implantar no município o Programa Brasil Acessível por lei municipal e se reunir com os comerciantes para discutir a acessibilidade. Gostei da resposta pois os enumeraram as ações previstas e os instrumentos para suas implementações.


ECONOMIA
A pergunta que fiz para cada um dos candidatos sobre economia teve temas diferentes.
- ECONOMIA/MEIO AMBIENTE
Perguntei a respeito da proposta dos candidatos Claudio Dutra e Maurão Remor de dar apoio aos empresários para a destinação correta de resíduos sólidos.
Claudio Dutra e Maurão Remor - achei a proposta muito boa. Essa é uma importante questão ambiental, porém é cara e difícil para os empresários, principalmente os pequenos empresários. 
- ECONOMIA/EMPREENDEDORISMO
Perguntei sobre a proposta dos candidatos Dr. Nélio e Giovani Amboni de criar escritórios compartilhados para oferecer estrutura de trabalho para jovens profissionais autônomos.
Dr. Nélio e Giovani Amboni - achei a proposta muito boa também. Incentivar os empreendedores individuais é importante e os primeiros passos da carreira são cercados de dificuldades.


ENTREVISTA
Li no grupo da coligação Amor e Respeito a Família Sãomiguelense que a RPCTV entrou em contato com os candidatos a prefeito de SMI para realizar entrevistas, que só realizariam se todos os candidatos participassem e que com a recusa do candidato Claudio Dutra não haveriam entrevistas. Quando eu li, preferi perguntar diretamente para os candidatos se tinham recusado e o motivo.
Depois de um longo debate com outros usuários sobre entrevistas, debates, autosuficiência dos programas eleitorais e daí para frente, Claudio Dutra e Maurão Remor se manifestaram. Responderam que recusaram a entrevista porque sua duração era pequena - 5 minutos.
Ninguém é obrigado a participar de nada e eles tinham todo o direito de recusar. 
Quanto à curta duração da entrevista, discordo. Em 5 minutos não há como contar todo o plano de governo, mas em cada programa eleitoral tem o plano completo? Teve quem defendeu que para se informar basta ouvir os programas de rádio. Então, não há problemas na entrevista curta. Se as informações já foram passadas no horário eleitoral, restariam 5 minutos para tirar algumas dúvidas! 
Sei que eleições é correria. Ainda discordo. Quem quer falar com o povo dá um jeito. Falar com o povo só nas reuniões? E como reunir tanta gente como é a audiência de um canal de TV? E quando o povo vai ouvir um discurso que não seja lido ou decorado? No programa eleitoral? Nem precisa prestar atenção para perceber onde está cada vírgula do texto que estão lendo.
Já sei: nos comícios! Onde os candidatos falam o que querem, o que foi previsto. Sem perguntas, sem o "tete-a-tete". Gostaria que tivessem perguntas feitas ao vivo e transmitidas, assim a resposta seria no gogó para uma grande audiência ver. É para isso que serve entrevista: perguntar para o candidato sem a chance do assessor escolher a melhor resposta. Para isso que existe o media trainning!


ESPORTE
Gabriel Matsuda perguntou para os candidatos da coligação Amor e Respeito a Família Sãomiguelense se eles têm algum projeto para ajudar o esporte no município.
Dr. Nélio e Giovani Amboni - responderam indicando o link do plano de governo, as páginas onde o tema é esporte e que pretendem retomar a série bronze do futsal.
Não gostei da resposta por causa do formato. Colocam o link do plano de governo, indicando as páginas onde o tema é esporte, perdendo a oportunidade de debater propostas dos candidatos e, também, a contribuição dos demais usuários que acompanharam a publicação.


FRENTES DE TRABALHO COMO VEREADOR
Tendo em vista que o histórico político dos candidatos também entraria na mistura, pedi ao candidato a prefeito da coligação Rumo Novo Com a Força do Povo, Claudio Dutra, e ao candidato a vice-prefeito da coligação Amor e Respeito a Família Sãomiguelense, Giovani Amboni, que destacassem três frentes de seus trabalhos como vereadores. Os dois candidatos responderam. Não avalio se as ações são boas ou não. Apenas coloquei na mistura que vai para a balança.


PATRIMÔNIO PÚBLICO
- DIÁRIAS 
Recebi, por e-mail, um documento com os gastos com diárias nas gestões 2005-2008 e 2009-2012 (que está sendo questionada pelo MP na Justiça). A semelhança entre os generosos valores gastos despertou minha curiosidade. Perguntei ao Claudio Dutra e Nacleto Tres - os dois presidentes da Câmara na gestão 2005-2008 - sobre as diárias: quem autoriza esses gastos? Quem fiscaliza se os valores gastos resultam em benefício de SMI? Valores tão altos são comuns? E aí por diante.
Claudio Dutra - respondeu que o uso das diárias pelos vereadores é normatizado por resolução; que as diárias são autorizadas pelo presidente da Câmara e a apresentação da justificativa e das notas também é para ele; não respondeu se esses valores tão altos são comuns. 
Ainda acho que os valores são muito altos e que os benefícios para o município deveriam ficar mais evidentes. Acho que é uma boa proposta para aquela sugestão que dei - deixar mais visível o trabalho dos vereadores - incluir os pedidos de diárias, as justificativas e posterior relatório da viagem. Assim poderíamos descobrir qual é o proveito, não é? Se vai fazer um curso, que conste no relatório os conhecimentos aprendidos. Ainda tenho esperanças que não será um assessor que vai procurar no Wikipédia sobre o assunto. Preciso, ainda, crer na idoneidade e no bom proveito das verbas.

- DÍVIDAS
No grupo da coligação Rumo Novo Com A Força do Povo, o usuário Rafael Palavro pediu que eu fizesse uma pergunta para o candidato Dr. Nélio. A pergunta era sobre pagamentos de dívidas que Rafael Palavro indica como não pagas durante a gestão do Dr. Nélio na prefeitura e pergunta ainda se eleito, o Dr. Nélio pretende honrar as dívidas feitas.
Dr. Nélio - respondeu que não há qualquer dívida pendente daquela gestão; que para comprar bens ou contratar serviços para a prefeitura, é preciso licitação e previsão dos recursos; perguntou se o Rafael Palavro afirma ter valores para receber, por que ele não procurou a Justiça para receber.
No outro grupo já haviam perguntado isso ao Rafael Palavro. Ele argumentou que tem a documentação com a ordem de serviço e que pretende ajuizar uma ação de cobrança quando encerrar o período eleitoral. Por que demorou 4 anos, não sei e não vou entrar nesse mérito. 
Perguntei ao Dr. Nélio se um gestor deixar dívida, como relatou Rafael Palavro, não teria problemas com o Tribunal de Contas. Dr. Nélio respondeu que de acordo com a legislação, o gestor, no período de 8 meses antes do término da gestão, não pode contrair dívidas que não possam ser pagas no seu mandato (adendo: se não forem pagas, o valor tem que ficar "em caixa"). E que se há dívida, deve ser cobrada na Justiça, já que não é permitido restar dívida de um gestor para o outro.
Acho que se as coisas são como o Rafael Palavro apresenta, ele já deveria ter ajuizado a ação. Mas a dívida é dele e ele cobra quando quiser. Pelo lado do Dr. Nélio, é estranho que o Tribunal de Contas tenha aprovado as contas se existiam pendências. Final da história: resolvam a pendenga no Judiciário.

- PRAÇA
Publicaram semana passada uma foto da revitalização de uma praça no grupo São Miguel do Iguaçu no Facebook. Um dos comentários chamou minha atenção. Um senhor comentou que fez um protocolo sobre isso em 08/08/2008 - gestão do Dr. Nélio - e outros dois durante a atual gestão. Escreveu que não obteve resposta. Perguntei ao Dr. Nélio por que o protocolo não foi respondido.
Dr. Nélio - respondeu que em agosto de 2008 a praça foi revitalizada, com reforma dos bancos, instalação de iluminação, etc. 
Perguntei se poderia precisar a data, pois o senhor que comentou no outro grupo escreveu que o protocolo não foi respondido. O candidato explicou que precisaria do número do protocolo para procurar na prefeitura, já que toda a documentação fica arquivada. Passei o número do protocolo no dia 26/09, e ainda não teve qualquer outro comentário na publicação.


SAÚDE PÚBLICA
- ANIMAIS ERRANTES
Camila Fernandes perguntou para todos os candidatos se há projetos para os animais de rua. Aproveitei e perguntei sobre esterilização em massa e de Centro de Controle de Zoonoses.
Claudio Dutra e Maurão Remor - responderam que pretendem se reunir com protetores voluntários e ajudar a criar uma ONG. Não sou contra a ideia, as ONGs precisam de ajuda. Mas ONGs são organizações não governamentais. Acho necessário políticas públicas eficientes para que o trabalho das ONGs não seja "enxugar gelo". Eles se mostraram dispostos a colaborar e abertos para a apresentação de projetos. Mas não assumiram a responsabilidade da prefeitura na promoção de políticas públicas com objetivos claros para os animais errantes.
Dr. Nélio e Giovani Amboni - responderam que o CCZ é fundamental e que já é parte do organograma do município, que pretendem equipar e capacitar funcionários para que volte a funcionar. O CCZ é importantíssimo, mas achei que ainda faltou a apresentação de um projeto ou objetivos mais claros para esterilização em massa afim de promover o controle populacional, apesar de terem demonstrado que entendem a importância de campanhas de orientação sobre esse assunto.

- MINI-HOSPITAL 
Evely Prybylovicz Dos Santos perguntou para os candidatos da coligação Rumo Novo Com a Força do Povo sobre a proposta de construir um mini-hospital. 
Claudio Dutra e Maurão Remor - explicaram que a obra será custeada por uma parceria com o deputado federal Giacobo, que vai incluir no orçamento da União o valor para o ano de 2013.
Os candidatos não responderam apenas qual a expectativa para que o projeto seja entregue. Incluir no orçamento não é previsão de entrega. A expectativa de quanto tempo levará da liberação de verba, licitação, construção, contratação de profissionais até que a população usufrua não foi respondida.
Achei interessante a proposta, apesar de um "mas". Na publicação, os candidatos escreveram que o projeto está "garantido" porque o Giacobo incluirá no orçamento da União. "Incluirá" é futuro, quer dizer que ainda não foi incluído e que, assim, não há nada garantido.

- TÍTULO DE ELEITOR PARA ATENDIMENTO PÚBLICO 
Na época que publiquei o primeiro texto sobre a exigência do título de eleitor para o atendimento público de saúde, perguntei aos candidatos qual era a posição deles sobre a questão e se, caso eleitos, a exigência será mantida. Em ambos os grupos recebi como resposta: não. 
Atenção usuários, se algum dos dois candidatos se eleger, façam valer a promessa de campanha. 
Importante: o município pode e deve exigir comprovante de residência. Residir não significa votar.


TRANSPORTE
Vivi Welter perguntou a todos os candidatos sobre o repasse de valores do transporte para os estudantes que saem de SMI para estudar em outros municípios. Nos dois grupos obteve a mesma resposta: pretendem aumentar as verbas do transporte afim de reduzir o valor repassado.


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De tudo isso, achei uma coisa interessante: quando fiz publicações que agradavam os eleitores de uma coligação, tudo corria tranquilo e muitas vezes ninguém comentava. Quando interpretavam como ruim, parecia um pelotão afim de me contar que eu não deveria perguntar aquilo. Penso que tudo tem, pelo menos, dois lados. Se uma pergunta pode ser interpretada como negativa, também pode ser positiva. Um exemplo hipotético: se pergunto sobre uma acusação é uma oportunidade do candidato se manifestar e defender sua versão. A ideia não é circular a denúncia - se fosse isso não precisava perguntar, só publicar. A intenção é ver a posição do candidato sobre o assunto.

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Hoje, sem nenhuma intenção que não fosse saber o resultado de uma pesquisa, perguntei no grupo Rumo Novo Com A Força Do Povo se a pesquisa seria divulgada ou se era interna. Pesquisas internas existem aos montes e são feitas para que os Comitês de Campanha avaliem uma porção de coisas. A partir disso começaram a questionar a validade de uma pesquisa, para que saber o resultado, etc. Não entendi. Eu não perguntei o motivo para não divulgarem - que fizeram depois -, eu perguntei se iam divulgar. Existe, sim, a possibilidade de um Comitê de Campanha contratar uma pesquisa para avaliação e não divulgar. Por exemplo, um Comitê pode estar interessado na distribuição de votos por dados geográficos - quem está com vantagem no interior. Ou querem avaliar se uma ação da campanha surtiu efeito em determinado grupo social. Isso é normal. Foi isso que eu perguntei e só. 
Ainda no assunto da pesquisa eleitoral, até fiz algumas perguntas na pesquisa publicada no grupo Amor e Respeito a Família Sãomiguelense, mas não acompanhei a posterior conversa. O povo começou uma troca de acusações e insultos gratuita e desnecessária. Coisa partidária ao extremo: meu candidato é melhor que o seu, a gente vai ganhar! Não, o meu candidato é melhor que o seu e é a nossa pesquisa que vale! Que se discuta as pesquisas, que empresa fez, quem contratou, o resultado, a metodologia ou qualquer coisa do tipo, mas entrar em um tete-a-tete para dizer que esse ou aquele candidato vai ganhar é uma coisa estranha e, penso, desnecessária.

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Se você leu tudo isso e acha que já sabe em quem eu vou votar, por favor, guarde para você. Eu estou quase com o voto decidido, não decida por mim. 

É uma questão de escolher versões e palavras

Há dias não visitava o site do jornal "O Farol". Estive lá hoje e li a matéria sobre a renúncia da candidatura do Polita - de onde tirei as informações desse texto.
O candidato tem sua candidatura indeferida porque tem uma condenção em processo criminal. Aí, lança uma nota afirmando que renunciou de seu posto como candidato porque "essa batalha judicial travada com os nossos adversários estava deixando toda a população muito apreensiva". Só se considerarmos como adversário o Ministério Público do Paraná. Pois foi esse o órgão que apresentou denúncia por uso de bens e serviços públicos com fins de autopromoção contra o Polita. E essa batalha judicial já foi travada, já teve seu fim e o resultado foi desfavorável para a defesa de Polita. O que tentaram por último foi suspender a condenação que, por duas vezes, não teve sucesso.
Quanto à apresentação de impugnação no processo de candidatura do Polita, lembro que foram três: o cidadão Alison Clayton de Stefani, a coligação Amor e Respeito a Família Sãomiguelense e o Ministério Público Eleitoral. A impugnação foi apresentada em função da anterior condenação criminal do candidato.
Cada um tem direito a ter sua opinião, certo? Eu tenho a minha: isso é a pior desculpa que poderiam usar. "Nossos adversários"? "População apreensiva"? 
Acho que seria mais interessante e honesto se admitissem que a derrota no Tribunal alterou os planos da coligação. Algo como: perdemos no TJ-PR (o pedido de suspensão da condenação). E, assim, sem esse argumento (suspensão da condenação criminal) no processo de candidatura seria muito, muito difícil reverter a situação no TSE. Gostaríamos de participar, de continuar. No entanto, para que as decisões judiciais não figurem como protagonistas da campanha e tendo em vista o curso que o processo de candidatura tomou nos últimos dias, o candidato renuncia.
No segundo parágrafo da notícia está: "Acompanhado pelo vereador licenciado Antônio Dilmar Mafalda (PP) e a Professora Roseli Cavalheiro (PT)". Licenciado é sinônimo de afastado? Pedir licença é a mesma coisa que ser afastado judicialmente do cargo? 
Se significarem a mesma coisa, a assessoria da coligação escolheu muito bem as palavras! É realmente muito mais suave ler "licenciado" do que "afastado". Ops! Preciso dar os créditos corretos: o jornalista que redigiu é que escolheu as palavras muito bem, afinal a matéria cita a nota da assessoria como fonte de informações e não que esse seria mais um "recorta e cola" já tradicional naquele site. Então: redator, muito bem! Licenciado é muito mais suave do que afastado! Boa escolha!

25 de set. de 2012

Sou Claudio ou sou Nélio? Posso ser Dilmar?

ONDE ESTÁ O MEU INTERESSE...
Não tive qualquer interesse escuso para qualquer publicação que fiz no período eleitoral ou em qualquer outro. Não tive e não tenho. Li comentários do tipo "quem acusa tem algum interesse" quando eu publiquei sobre o Polita. Se usarem o ditado "se a carapuça serviu...", aviso: esse negócio de indireta não é comigo, não gosto, mas entendo quando acontece.
Não tenho interesse em acusar ninguém. O que ganho em acusar o Polita de alguma coisa? Nada. Assim, simples: N-A-D-A. E eu não acusei, apenas li e escrevi sobre as decisões judiciais, relatórios ou denúncias, emiti a MINHA opinião no Facebook e em alguns textos claramente opinativos aqui. Como eu, particularmente, ganho nessa história? Acho que tanto eu quanto o povo de SMI só saímos perdendo porque esses documentos têm a ver com os cofres públicos.
SOU CLAUDIO OU SOU NÉLIO?
Tiveram outros comentários e mensagens in box hilários que também recebi nesse tempo: "tá na cara que você é Claudio pq não diz?" (sic) ou "se você é Nélio porque não assume logo?". Primeiro, não sou Claudio, nem Nélio, sou Monique Hellen Paludo e não pretendo mudar de nome nem quando casar. Nem como eleitora de qualquer um dos dois deixaria me cegar por preferência eleitorais. 
Não tenho qualquer vínculo com candidato, partido ou coligação. Mesmo quando decidir o voto, não pretendo abandonar o censo crítico, me agarrar a uma bandeira e sair esbravejando contra qualquer coisa que acusarem o tal candidato. Decidir o voto não é colocar uma venda sobre os olhos.

24 de set. de 2012

SMS em massa: é legal?

Hoje fiquei sabendo de mais uma estratégia de marketing na campanha eleitoral em SMI: envio de SMS em massa. Há tantos pontos nessa questão que acredito em um debate sobre o assunto. Aqui vou apontar apenas algumas coisas que penso sobre o assunto. 
Primeiro de tudo: eu, Monique Paludo, detesto SMS em massa. Incomoda. O dia que recebi um SMS avisando que a Anatel tinha mandado perguntarem se os clientes queriam receber os SMS promocionais das operadoras foi uma alegria. 
Eu não gosto da ideia do SMS em massa para qualquer tipo de marketing. Nem para o consumidor, nem para o eleitor. Esse ano participei de uma reunião política aqui em Guarapuava e pediram que fizesse um cadastro com o nome, telefone celular e e-mail. Já me arrependi de ter ido. Mas, para a minha grata surpresa, uns 20 dias depois me ligaram e perguntaram se eu gostaria de receber e-mails e SMS da campanha. Eu respondi não. A moça agradeceu e disse que eu não receberia nada. Realmente não recebi. Ufa!
Em São Miguel não ocorreu bem assim. A Samantha Matos, eleitora de SMI, conta que não foi a reunião da coligação de onde recebeu o SMS, não forneceu seu número e tão pouco autorizou que usassem. E, mesmo assim, seu número estava entre os que receberam a mensagem:
"POLITA: Meus amigos! Agora eu apoio Dilmar Mafalda para prefeito e professora Roseli para vice. No dia 07 de outubro vote 11!"
Não critico a campanha, mas não achei bacana o modo de chegar até os eleitores. E pelo que a Samantha e outros usuários contaram, a lista de quem não gostou é grande.
Para enviar SMS em massa não faltam empresas oferecendo o serviço. Busca no Google para você mesmo ver quantas empresas existem e o quanto o preço é, relativamente, baixo.
A minha preocupação é: onde conseguiram esses números? Não existe uma lista telefônica de números de celular, não autorizada pelo menos. E aí? Onde conseguiram o número da Samantha? Ela afirma que não autorizou a divulgação do número dela para ninguém. E comentou também que os números que receberam essa mensagem não foram limitados a uma única operadora. Samantha, sua mãe e seu namorado têm celulares de operadoras diferentes e todos receberam a mesma mensagem.
Hoje é difícil preencher um cadastro sem que peçam o número de celular e e-mail. Mas para usar as informações obtidas é preciso que sejam autorizados. E aí? A Samantha diz que não autorizou ninguém a repassar o número do celular dela para a coligação, candidato ou partido político. Como eles tiveram acesso? 

20 de set. de 2012

Dia do gaúcho

20 de setembro. Além de todas as merecidas homenagens, essa é uma data nostálgica para mim.
Cultuei a tradição gaúcha por anos nos CTGs, onde aprendi muito. 
Minha história gaúcha começou quando eu tinha 8 anos. Haveria um concurso cultural e minha mãe pediu que eu participasse. No início relutei - eu não gostava. Depois que aceitei, contei com a dedicação da minha família e, em especial, da Analú para começar o aprendizado sobre a história, geografia e cultura do Brasil com ênfase na região Sul.
Acho que todas as minhas conquistas nesses concursos têm imenso valor. Mas não posso negar, tenho minha preferência por duas das minhas faixas. Ostentei com orgulho todas, mas carregar o título de 1ª Prenda Mirim do CTG Querência Amada e, depois, de 1ª Prenda Mirim do MTG - Paraná foram diferentes. Não sei nem como descrever o sentimento que tenho quando admiro as faixas.
Claro que não me faltou orgulho em representar a 12ª RT e tão pouco a CBTG. Do mesmo jeito que não me faltou orgulho de ostentar os mesmos títulos que conquistei na categoria juvenil. Mas o apreço pela categoria Mirim, pela minha primeira casa gaúcha e pelo meu Estado trouxeram elementos diferentes às faixas.
Falando em primeira casa gaúcha, tenho que dizer: amo cada uma das casas que abriram as suas portas e me receberam. Agradeço todas, tanto aquelas que abriram as portas para eu participar em invernadas artísticas (CTG Querência Amada - São Miguel do Iguaçu, CTG Estância Crioula - Foz do Iguaçu e CTG Estância Colorada - Cascavel) quanto as que me receberam para eventos com a típica hospitalidade gaúcha.
Nessa vida gaúcha conquistei muitos amigos. Amigos para uma vida inteira. São muitos anos, com muitas histórias e muitos amigos. São tantas e tantos que não há como contar e nomear, sob o risco de esquecer algum.

19 de set. de 2012

TSE: dois dos três candidatos de SMI tiveram pedidos negados

Processos no TSE
Até a última sexta-feira, dois dos três candidatos de SMI com recurso por indeferimento de candidatura no TSE tiveram seus pedidos negados. 
O recurso interposto pela defesa de Cesar Luiz Bombassaro, candidato a vereador, foi negado em decisão monocrática pelo relator Ministro Dias Toffoli. A candidatura de Bombassaro havia sido deferida pelo juiz Fernando Bardeli Silva Fisher, apesar da impugnação apresentada pela Coligação São Miguel de Coração. Com o resultado inicial, recorreram ao TRE-PR, que alterou a decisão: indeferiu a candidatura. Agora, no TSE, o indeferimento foi mantido em decisão monocrática. Ainda há possibilidade do processo seguir. A defesa do candidato pode interpor um agravo regimental. A decisão monocrática é proferida apenas pelo relator do processo, com o agravo regimental o recurso iria para julgamento em plenário.

Diárias, as famosas diárias

Os valores gastos em diárias pelos vereadores em SMI são constante assunto no debate eleitoral desse ano. Vi que o Jornal O Momento publicou no Facebook uma relação de gastos de diárias e citou como fonte o requerimento nº 157/2012 feito à Câmara Municipal de Vereadores de SMI.
Recebi por e-mail as mesmas informações e junto o ofício nº 146/2012 da Câmara Municipal de Vereadores do município onde foram fornecidas as informações requeridas no documento nº 157/2012. Quem tiver interesse pode ir até à Câmara de Vereadores e pedir para ver. Como já escrevi aqui no blog, nesse período eleitoral recebi e-mails com as mais diversas informações. Entretanto, só escrevo sobre aquilo que houver documentação. Por isso, deixo claro que o documento está lá na Câmara de Vereadores. Também esclareço que eu não estou acusando ninguém de nenhuma irregularidade.
Nesse documento, constam duas listas: os gastos com diárias por cada um dos vereadores e demais funcionários no período 2005-2008 e no período 2009-2012. Saliento que os gastos referentes ao exercício 2009-2012 são questionados pelo promotor de justiça, Eduardo Labruna Daiha, em denúncia que inicia uma Ação Civil Pública. 
O que causa surpresa é a relação entre as duas listas. Se comparados, os valores totais são muito próximos. O total gasto no período de 2005-2008 foi de R$ 959.953,50, pouco inferior ao valor gasto no período 2009-2012: R$ 1.000.348,48. 
A diferença é de R$ 40.394,98, sendo assim, o exercício 2005-2008 gastou apenas 4% menos que o período 2009-2012.
Aqui está a tabela com os valores: